03/02/09
23/01/09
Sobre o autor

Pierre Carlet de Chamblain de Marivaux, escritor e dramaturgo francês, nasceu, em Paris, em 1688 e faleceu em 1763.
Descendente de uma família rica e aristocrática, estudou Direito e frequentou salões literários da época. Os seus conhecimentos, considerados acima dos padrões da época, conferiram-lhe o ingresso no meio intelectual e jornalístico.Após a perda da sua fortuna dedicou-se profissionalmente à literatura. A sua obra literária estendeu-se a vários domínios, mas foi no teatro que se distinguiu e se afirmou como um inovador. Obteve o seu primeiro êxito teatral com a comédia Arlequin poli par l'amour (1720), seguindo-se cerca de quarenta comédias, das quais se podem destacar La Nouvelle Colonie (1729), Le Jeu de l'amour et du hasard (1730).
Morreu completamente esquecido, sem reconhecimento e só recentemente os seus romances foram redescobertos. A obra de Marivaux caracteriza-se pela importância atribuída à linguagem como procura do caminho que conduz à verdade.
PRECONCEITO VENCIDO visto pelo director da CTB
Este espectáculo é, antes de mais, um exercício de actores, sobre o Romantismo.
Testemunha privilegiada do século das Luzes, Marivaux foi, no teatro, precursor da Revolução Francesa. Defendeu a emancipação da mulher, o direito de voto, o sufrágio universal, visualizou a união livre, a igualdade sexual… mas ao contrário do seu contemporâneo Rousseau, cinquenta anos antes, acreditava que o homem nasce mau, mas que a sociedade o torna pior.
É um pouco isso que se pode tirar de Preconceito Vencido: os interesses sociais e económicos combinam-se com os do coração a tal ponto que, até parece que estão ligados naturalmente. Uma tentativa para a feliz aliança da aristocracia (falida) com a burguesia (endinheirada), na busca do poder político, “organizada” e testemunhada aqui, pela astúcia dos criados. Um caso de amor-próprio. É sobretudo isto que ressalta do teatro de Marivaux: o triunfo do amor sobre o amor-próprio. Mas é também o triunfo da Burguesia, ou mais exactamente do dinheiro. Uma pequena comédia que é prenúncio da Revolução Francesa.
Rui Madeira
PRECONCEITO VENCIDO
27 a 30 de Janeiro – 11h/15h
6 a 8; 10, 11, 14 e 15 de Fevereiro – 21h30
3 e 4; 10 a 12 de Março - 21h30
Salão Nobre do Theatro Circo
6 a 8; 10, 11, 14 e 15 de Fevereiro – 21h30
3 e 4; 10 a 12 de Março - 21h30
Salão Nobre do Theatro Circo
Ficha Artística:
Autor: Pierre Marivaux
Encenação: Rui Madeira
Tradução: Mário Barradas
Figurinos: Sílvia Alves
Cenografia: Rui Madeira
Desenho de luz: Fred Rompante
Grafismo: Carlos Sampaio
Actores: Thamara Thaís*; Allex Miranda*; Mabelle Magalhães*; André Silva** e Jaime Soares
M/12
* Actores estagiários no âmbito dum projecto de intercâmbio da CTB com a Secretaria de Cultura do Governo do Estado da Bahia e a Prefeitura de Camaçari.
** Actor estagiário no âmbito da Oficina Bacantes: a orgia do poder.
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