06/02/09

CENDREV apresenta Antígona Gelada




Antígona Gelada
de Armando Mascimento Rosa
12 e 13 de Fevereiro - 21h30
Theatro Circo

O CENDREV – Centro Dramático de Évora numa organização conjunta com CTB – Companhia de Teatro de Braga, Theatro Circo e Câmara Municipal de Braga, no âmbito da colaboração entre as Companhias Descentralizadas, apresenta Antígona Gelada, de Armando Nascimento Rosa, no Theatro Circo, dias 12 e 13 de Fevereiro, às 21h30.

O espectáculo tem a encenação de João Mota, actor, encenador, professor e teatrólogo português. Em 1972 fundou a COMUNA companhia que ainda hoje dirige e pela qual já encenou mais de 90 produções. Foi Professor da Escola Superior de Teatro e Cinema e, de 1996 a 2002, director do departamento de teatro e Presidente do Concelho Directivo. Em 1992 foi agraciado com a comenda da Ordem do Infante D. Henrique e, em 2007 foi-lhe atribuído a Medalha de Mérito Municipal Grau Ouro, e a Medalha de Mérito Cultural.


Sinopse:
É próprio do teatro voltar a contar histórias conhecidas, reinventando-as de novo para as fazer falar acerca de um imaginário presente que nos é comum.
Antígona Gelada é uma obra dramática que traz à cena uma nova visão em acção daquela que, conjuntamente com Édipo (seu pai trágico), constitui a mais emblemática das figuras do teatro grego antigo.
O lugar continua a ser a Tebas da narrativa mítica e dramaturgia, mas já não a que Sófocles recriou em espelho transfigurado da sua Atenas do séc. V a.c Trata-se agora de Tebas 9, uma colónia espacial remota situada em Caronte, satélite que orbita em torno de Plutão, o mais gélido dos planetas do sistema solar, recentemente despromovido; a acção decorre nesse futuro incerto, em que a humanidade vive e subsiste fora da Terra onde nasceu.
Um cenário que nos é familiar pela ficção científica e no qual a fábula mitopoética e política de Antígona volta de súbito a acontecer. Como dirá Polinices, no diálogo mantido quando Antígona sonha com ele: «Já houve no passado pessoas com os nossos nomes que viveram dramas idênticos aos nossos, mas a memória deles perdeu-se e por isso repetimos os seus erros. E mesmo talvez se nos lembrássemos, tudo acontecesse de novo e diferente outra vez.»


Ficha artística:
Encenação: João Mota
Cenografia e Figurinos: Sara Machado da Graça
Iluminação: António Rebocho e João Mota
Caracterização: Cecília Sousa
Sonoridades: Hugo Franco
Elenco: Álvaro Corte Real, Ana Meira, Jorge Baião, José Russo, Maria Marrafa, Rosário Gonzaga, Rui Neto, Victor Zambujo
M/12

Bilhetes: 10€ (desconto de 50%: estudantes, reformados e protocolos).

23/01/09

Sobre o autor


Pierre Carlet de Chamblain de Marivaux, escritor e dramaturgo francês, nasceu, em Paris, em 1688 e faleceu em 1763.

Descendente de uma família rica e aristocrática, estudou Direito e frequentou salões literários da época. Os seus conhecimentos, considerados acima dos padrões da época, conferiram-lhe o ingresso no meio intelectual e jornalístico.Após a perda da sua fortuna dedicou-se profissionalmente à literatura. A sua obra literária estendeu-se a vários domínios, mas foi no teatro que se distinguiu e se afirmou como um inovador. Obteve o seu primeiro êxito teatral com a comédia Arlequin poli par l'amour (1720), seguindo-se cerca de quarenta comédias, das quais se podem destacar La Nouvelle Colonie (1729), Le Jeu de l'amour et du hasard (1730).

Morreu completamente esquecido, sem reconhecimento e só recentemente os seus romances foram redescobertos. A obra de Marivaux caracteriza-se pela importância atribuída à linguagem como procura do caminho que conduz à verdade.

PRECONCEITO VENCIDO visto pelo director da CTB

Este espectáculo é, antes de mais, um exercício de actores, sobre o Romantismo.
Testemunha privilegiada do século das Luzes, Marivaux foi, no teatro, precursor da Revolução Francesa. Defendeu a emancipação da mulher, o direito de voto, o sufrágio universal, visualizou a união livre, a igualdade sexual… mas ao contrário do seu contemporâneo Rousseau, cinquenta anos antes, acreditava que o homem nasce mau, mas que a sociedade o torna pior.
É um pouco isso que se pode tirar de Preconceito Vencido: os interesses sociais e económicos combinam-se com os do coração a tal ponto que, até parece que estão ligados naturalmente. Uma tentativa para a feliz aliança da aristocracia (falida) com a burguesia (endinheirada), na busca do poder político, “organizada” e testemunhada aqui, pela astúcia dos criados. Um caso de amor-próprio. É sobretudo isto que ressalta do teatro de Marivaux: o triunfo do amor sobre o amor-próprio. Mas é também o triunfo da Burguesia, ou mais exactamente do dinheiro. Uma pequena comédia que é prenúncio da Revolução Francesa.

Rui Madeira

PRECONCEITO VENCIDO



27 a 30 de Janeiro – 11h/15h
6 a 8; 10, 11
, 14 e 15 de Fevereiro – 21h30
3 e 4; 10 a 12 de Março - 21h30
Salão Nobre do Theatro Circo


Ficha Artística:
Autor: Pierre Marivaux
Encenação: Rui Madeira
Tradução: Mário Barradas
Figurinos: Sílvia Alves
Cenografia: Rui Madeira
Desenho de luz: Fred Rompante
Grafismo: Carlos Sampaio
Actores: Thamara Thaís*; Allex Miranda*; Mabelle Magalhães*; André Silva** e Jaime Soares
M/12

* Actores estagiários no âmbito dum projecto de intercâmbio da CTB com a Secretaria de Cultura do Governo do Estado da Bahia e a Prefeitura de Camaçari.
** Actor estagiário no âmbito da Oficina Bacantes: a orgia do poder.


Bilhetes:
10€ (desconto de 50%: estudantes, reformados e protocolos).