05/05/10
Um bálsamo e um safanão
“Se o leitor português conhece A grande arte, Agosto ou Vastas emoções e pensamentos imperfeitos, do brasileiro Rubem Fonseca, este O buraco na parede já o tem conquistado. Mas, se não conhece, bem pode ser uma iniciação à excelente arte de contar de um dos maiores escritores de língua portuguesa da actualidade a quem o labéu de policial nunca pôde obrigar a descer um único degrau nos estatutos da literatura civilizada. Um bálsamo, por um lado. Um safanão, também.”
Francisco José Viegas, in revista “Ler”, Inverno/96
“O buraco na parede é uma obra-prima do conto, verdadeira síntese de arte de Rubem Fonseca” em que” (…) o essencial, se não for o aprofundamento notório do trabalho estilístico, com o registo acurado das variações da linguagem, do simples diálogo ao extenso monólogo, ou as situações excepcionais, ou o desencadeamento imprevisível dos factos, ou os desfechos desconcertantes, será a persistência da mais notável característica da ficção de Rubem Fonseca: dar a ver a cidade, a vida e a violência da cidade em cada pormenor de cada história. Como se cada conto fosse um outro buraco para espreitar a cidade.”
Abel Barros Baptista, in Público, 9.3.96
“Persistentemente, Rubem Fonseca considera, com excepcional ímpeto celebrante, a enumeração de processos ficcionais em que é sacrificada qualquer fácil solução estrutural e onde nos surge a turbulência de diversas propostas constitutivas da sua distinta narração.”
José Emílio-Nelson, in Jornal de Notícias, 30.5.95
[Foto: Rubem Fonseca © Abril Press]
03/05/10
Jung na Arte e na Cultura
De 6 a 8 do corrente vai ter lugar na Faculdade de Filosofia da Universidade Católica Portuguesa, em Braga, o I Congresso Internacional de Psicologia Analítica em Portugal – Jung na Arte e na Cultura.
A CTB vai participar com a Leitura da peça UM ÉDIPO/O Drama Ocultado de Armando Nascimento Rosa, no dia 06 pelas 15 horas. Participam nesta Leitura os seguintes actores: Ana Bustorff, Rui Madeira, Jaime Soares, André Laires e Mariana Coelho.
TRILOGIA 1JOSE 2RUBEM 3FONSECA
[Fotografias de Augusto Baptista]
A Companhia de Teatro de Braga e A Escola da Noite estreiam Trilogia 1José 2Rubem 3Fonseca, a partir de contos de Rubem Fonseca, nos próximos dias 8, 11 e 18 de Maio. A Trilogia sobe, agora, ao palco do pequeno auditório do Theatro Circo, em Braga, depois de apresentada no Teatro da Cerca de São Bernardo, em Coimbra.
Os espectáculos estão em cena de 8 a 22 de Maio, de terça a domingo, às 21h30 (o espectáculo do dia 16 é às 16h), de acordo com o seguinte calendário:
3Fonseca 8 e 9
2Rubem 11 a 16
1José 18 a 22 de Maio
Ao longo dos três espectáculos, esta co-produção entre as companhias de Braga e Coimbra destaca alguns dos mais distintivos traços da escrita de Rubem Fonseca – a violência latente, o desejo, a solidão e a dificuldade de comunicação com o outro que tantas vezes marcam a vida nas grandes cidades –, valorizando a sua mestria enquanto contador de histórias. Uma marca, aliás, que a transposição para os palcos concebida e dirigida por António Augusto Barros não pretende apagar. As soluções encontradas assentam na simplicidade do dispositivo cénico (comum aos três momentos da trilogia e enriquecido com o desenho de luz de Jorge Ribeiro) e apostam tudo no exigente e essencial trabalho dos 11 actores que interpretam as diversas personagens.
Rubem Fonseca nasceu em Minas Gerais em 1925, mas vive no Rio de Janeiro desde os oitos anos. O seu universo literário é fortemente marcado pelo quotidiano e pela violência latente das grandes cidades, num registo em que o humor, o humor negro, a trama de policial (e, a espaços, a escatologia) servem, afinal, a profunda humanidade das personagens que o habitam.
Este espectáculo é a segunda co-produção entre A Escola da Noite e a Companhia de Teatro de Braga, a primeira foi “Sabina Freire” de Manuel Teixeira Gomes, com encenação de Rui Madeira.
textos Rubem Fonseca | encenação António Augusto Barros | elenco Allex Miranda | António Jorge | Carlos Feio | Igor Lebreaud | Lina Nóbrega | Maria João Robalo | Mário Montenegro | Miguel Magalhães | Rogério Boane | Sílvia Brito | Solange Sá | figurinos Ana Rosa Assunção | desenho de luz Jorge Ribeiro | som Eduardo Gama | vídeo Luís Lopes | grafismo Ana Rosa Assunção | fotografia Augusto Baptista |
Bilhetes: Preço normal por espectáculo: 10€
Preço para espectadores com desconto (estudantes, reformados, protocolos) — 5€ por espectáculo.
Compra de bilhete para os 3 espectáculos de uma só vez: 15€
Os descontos não são acumuláveis.
M/16
30/04/10
Um olhar cinematográfico sobre o real
Foi em 2003 que o escritor brasileiro Rubem Fonseca ganhou o Prémio Luis de Camões, concedido anualmente pelos governos de Portugal e Brasil a autores de língua portuguesa. Um prémio de elevado prestígio que já laureou nomes como Miguel Torga, Vergílio Ferreira, José Saramago, Eduardo Lourenço, Sophia de Mello Breyner, António Lobo Antunes e recentemente Arménio Vieira, Rubem Fonseca é o sexto autor brasileiro a alcançar este feito, depois de Jorge Amado (1994) ou Autran Dourado (2000).
O júri, composto pelos portugueses Eduardo Prado Coelho e Isabel Pires de Lima, os brasileiros Zuenir Ventura e Heloísa Buarque de Hollanda, o moçambicano Artur dos Santos e o angolano Pepetela como presidente do júri – também ele vencedor em 1997 – justificaram a escolha de Rubem Fonseca afirmando que os seus contos “contemplam um experimentalismo exemplar com recurso a múltiplos registos oralizantes de linguagem e a um olhar cinematográfico sobre o real” e destacando ainda o olhar do autor sobre a questão social e os conflitos do quotidiano urbano.
(foto de José Henrique Fonseca)
28/04/10
Nova co-produção CTB e EN
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