07/06/11

81ª Feira do Livro do Porto

 A 81ª Feira do Livro do Porto homenageou Maria Helena da Rocha Pereira (n. Porto, 1925), ensaísta, tradutora, investigadora, professora catedrática jubilada da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, e a CTB – Companhia de Teatro de Braga participou no tributo. Aqui ficam algumas fotos.
     
  
                                     Agave - Solange Sá                              Cadmo e Agave             Cadmo - Carlos Feio


                                                                     Rui Madeira     Maria Helena da Rocha Pereira


Investimento em Cultura no Distrito de Braga

A CTB - Companhia de Teatro de Braga publica o texto da Ministra da Cultura, Gabriela Canavilhas, publicado na edição de 3 de Junho do jornal Correio do Minho e subsequente resposta do director da CTB, Rui Madeira, publicada na edição de hoje, 7 de Junho, do mesmo jornal.

Ao abrigo e nos termos da Lei do Direito de Resposta recebemos da Ministra da Cultura, Gabriela Canavilhas, o seguinte texto que a seguir transcrevemos na íntegra:
O Correio do Minho deu importante destaque à cerimónia realizada no Theatro Circo de Braga no passado dia 27 de Maio, pelo qual fui informada que a Companhia de Teatro de Braga (CTB) e a DST assinaram um protocolo de apoio financeiro de 50.000 € para o biénio 11/12. Relata o CM as críticas feitas pelo director da Companhia à Ministra da Cultura e actual candidata pelo PS pelo círculo de Braga, pela ausência nessa cerimónia, considerada “um erro terrível o desprezo que dá à cultura”. A confusão entre candidata e ainda membro do Governo é aqui criada pelos protagonistas desta cerimónia, situação que tenho tentado evitar com todo o cuidado e respeito pela separação de funções.
Na verdade, como Ministra da Cultura, recebi um convite para estar presente na apresentação da Curta Metragem “Os Maias”, no Theatro Circo, convite que não pude aceitar porque, no mesmo dia e hora, tinha já aceite previamente o convite para comparecer à inauguração da 34ª edição do Festival Internacional de Teatro de Expressão Ibérica, na cidade do Porto. Em nenhuma ocasião me foi transmitido que seria também assinado um protocolo de apoio mecenático entre a DST e a CTB, facto que foi omisso no convite. De resto, tenho acompanhado com satisfação a crescente relação com a Cultura que a DST tem vindo a sedimentar, facto que muito me apraz registar e que demonstra como muito do esforço do Estado em prol da Cultura tem sido seguido pelo sector privado, que complementa e reforça a vasta rede de parcerias em que assenta a acção do Ministério da Cultura.
Na verdade, a importância que o Estado dá à Cultura, no que ao distrito de Braga respeita, representa na última década, e com especial reforço nos últimos 6 anos, 44,5 milhões de euros de investimento em Património, Arquivos, artes performativas, actividades amadoras, bibliotecas e acções de promoção da leitura, apoio aos cineclubes, entre muitas outras, O alegado “desprezo” que o Estado dá à Cultura, no que ao Theatro Circo respeita, representa, só em apoios à sua Companhia, 2.441.810,00, quase 2,5 Milhões de euros em 10 anos! E que, nos últimos governos de Sócrates, representaram 1.543.974,00 €. Sem contar ainda com os 5.596.563,00 € com que o Ministério da Cultura financiou as obras de requalificação e a programação inicial do Theatro Circo. Em dez anos, este importante equipamento e a sua Companhia, beneficiaram de mais de 8 milhões de euros do Ministério da Cultura, a quem o seu director acusa de “desprezar a cultura”.
Rui Madeira agradece a minha ausência na cerimónia, mas esquece-se de agradecer ao Estado por este ser o garante da actividade da CTB; e esquece-se que o Ministério da Cultura tem estado sempre (e sempre estará) como suporte estrutural da produção cultural do nosso país e como o principal financiador da Companhia que dirige. Esquece-se que sem o Ministério da Cultura, não existiria a CTB. Ficava-lhe bem este reconhecimento.

Gabriela Canavilhas
Ministra da Cultura"


Ao abrigo e nos termos da Lei do Direito de Resposta, e na sequência do texto da Ministra da Cultura, Gabriela anavilhas, publicado na edição de 3 de Junho do Correio do Minho, Rui Madeira enviou no passado dia 3 de Junho a seguinte resposta que a seguir transcrevemos:
“A senhora Ministra da Cultura decidiu “responder” a intervenções havidas na cerimónia realizada no Teatro Circo por ocasião da assinatura de um protocolo entre a DST e a CTB, no âmbito do Estatuto dos Benefícios Fiscais (vulgarmente chamada Lei do Mecenato, que de facto não existe). Aproveita ali, a senhora Ministra, para se justificar sobre a ausência e, no seguimento do que tem sido a sua intervenção política enquanto Ministra, apresentar argumentos de prestidigitação, utilizando palavras e números que, como a senhora Ministra bem sabe, só convencem os incautos e não aguentam qualquer análise política séria. Passemos então aos factos, afirmando desde já, que esta questão não se esgotará aqui e agora. Estamos em fim de período eleitoral, logo, este não será o momento certo para analisarmos com mais profundidade o que foi o descalabro político do Ministério da Cultura nos últimos anos.
Sobre os argumentos da senhora Ministra, cumpre-me a minha honra, a minha vida profissional, a história de 32 anos de Companhia e o entendimento que faço da Cidadania, responder o seguinte:
1. Em nenhum momento da cerimónia eu utilizei a frase “um erro terrível o desprezo que dá à Cultura”. O texto que li, está escrito. A senhora Ministra pode lê-lo no site da CTB (http://www.ctb.pt). Deve lê-lo e pode aproveitar para consultar a carta que lhe enviei em 07.03 do corrente a solicitar uma reunião urgente, que não tive resposta, após receber a Acta da decisão do douto júri de análise das Candidaturas referente à CTB para o biénio 2011/12. Esta lá todo o processo. E vale a pena ser lido. Não fui eu que convidei a senhora Ministra, aliás não a convidaria. E foi exactamente por isso que no meu texto referi, “que não estávamos sós, mas também não estávamos mal acompanhados”. É verdade Senhora Ministra, entendo que o seu trabalho à frente do Ministério foi uma tragédia. Uma completa falta de rumo e de estratégia. E isso verifica-se em todas as medidas avulsas tomadas no âmbito das artes do palco. Foi tudo um rotundo zero, um constante ziguezaguear entre o discurso, com alguns conteúdos programáticos, sobre o que gostaria de fazer e o vazio concreto das políticas. Dos equipamentos aos seus financiamentos, da internacionalização (veja-se o caso da Cena Lusófona) ao estatuto profissional dos artistas, da circulação ao apoio à criação. Na ausência de medidas que ajudassem a suster a crise que já existia “antes da crise”. Nada. E a senhora sabe, por mais que afirme com alguma sobranceria que a caracteriza, que “a expressão falta de estratégia é usada por quem não consegue identificar do que realmente se queixa…” como afirmou há dias a um diário.
2. Percebo o tempo político e a intenção que a leva a aproveitar o momento para falar do investimento na Cultura na última década. Seria melhor que desintegrasse os números e os cingisse ao seu mandato. Ou porque não alargá-los então aos últimos quinze? É que a situação em que a senhora vai deixar o sector só tem paralelo no início dos anos oitenta. E nessa década não havia os equipamentos de hoje. Mas sabe tão bem como nós que o problema da criação artística em Portugal, não se resolve, distribuindo menos por mais gente. Resolve-se com decisão política, objectivos programáticos. Estratégia. E isso faltou no seu tempo.
3. Nunca falei de “desprezo” mas sinceramente penso que o Estado ao distribuir pseudo financiamentos que mais não garantem que a sobrevivência, numa lógica apenas eleitoralista e de capelas, assume uma atitude de desprezo para com os dinheiros públicos. Vejamos o caso específico da CTB que traz à colação. A sua senhora Ministra faz malabarismo com os números e sabe que faz. A CTB recebeu nos últimos 10 anos do Ministério da Cultura 2.345.655.76€ e não “os quase dois milhões e meio” que afirma. É que em alturas de crise 140 mil euros contam… mas também sabe, ou devia saber, que os financiamentos anuais do Ministério à CTB nunca foram além dos 60% do nosso orçamento. E sabe que no último ano o seu Ministério numa acção conjunta com o seu Director-Geral das Artes (o tal que afirma que o Primeiro-Ministro não tem política cultural) cortou o financiamento à CTB em cerca de 83 000€, ou seja, recolocou-nos no ano de 1985. E as razões desse corte foram sérias? Foram por razões artísticas, por falta de profissionalismo, por demérito da equipa artística e dos criadores? Não! Foram “marteladas”, justificadas com argumentos peregrinos, como se pode ler (também no site) na Acta de resposta do Júri, à nossa Audiência de Interessados. E fica-lhe mal insinuar que o financiamento que outros Ministros atribuíram ao projecto de restauro do
Teatro Circo, na ordem dos 5.596.563.00 €, seja “indexado” no apoio à CTB. Não confunda. A Companhia passou este ano, após o corte (foi a estrutura a norte mais penalizada) para um financiamento de 153.573.52€. E a CTB, com os seus 16 elementos é das estruturas de criação artísticas nacionais que mais quadros têm na segurança social (11), coisa de somenos importância para o Ministério como sabe.
4. O Rui Madeira “agradeceu vivamente” a ausência da Ministra na cerimónia, porque o Rui Madeira entende que os ministros e as ministras não servem para abrilhantar cocktails. Servem para fazer Política, para defender o País, para afirmar objectivos e fazê-los cumprir. Servem para levar a bom porto um desígnio nacional de afirmação e orgulho de sermos uma nação com História. E a Cultura é um sector estratégico para esse desígnio e essa afirmação. E a senhora não cumpriu um nem outro. Uma diferença significativa, no meio destas argumentações de momento é que, até esta data, a Companhia de Teatro de Braga não falhou nenhum compromisso relativamente ao projecto apresentado e protocolado com o Ministério e o Ministério, como sabe, não pode afirmar o mesmo.
Resta-me afirmar que a minha discordância com a senhora Ministra é de ordem política. Voltaremos a estes temas depois das eleições.


Rui Madeira,
director Companhia de Teatro de Braga”

06/06/11

Odisseia de Homero na Comunidade de Leitura Dramática



O projecto BragaCult apresenta mais uma sessão da Comunidade de Leitura Dramática, no Salão Nobre do Theatro Circo. A Odisseia, um dos dois principais poemas épicos da Grécia Antiga atribuídos a Homero, é a obra escolhida para a edição de 13 de Junho (21h30).

Nesta apresentação de entrada livre serão apresentados excertos da epopeia composta no fim do séc. VII a.C. A Odisseia consta de 24 cantos formados por mais de 12000 versos hexâmetros e narra as aventuras de Ulisses durante 10 anos de ausência do lar, após a Guerra de Tróia, evocada na outra grande obra: a Ilíada.
Poeta épico grego, Homero viveu nos anos 900 a. C. e construiu a obra cimeira do helenismo, usando uma linguagem rica em imagens de grande plasticidade e de fecundas analogias.

Dirigida por Rui Madeira, a Comunidade de Leitura Dramática tem como objectivo criar condições para a destreza na verbalização da Palavra e para a experimentação sobre a pluralidade dos sentidos, contribuindo para uma elevada cultura dramática. Waldemar de Sousa é responsável pela dramaturgia dos textos que têm sido trabalhados.

Recorde-se que BragaCult é um projecto da CTB – Companhia de Teatro de Braga no âmbito das parcerias para a Regeneração Urbana do Centro Histórico de Braga e Regeneração Urbana do Rio Este, que desde 2009 está a desenvolver várias oficinas abertas ao público em geral. Co-financiado pelo “ON.2 – O NOVO NORTE”, QREN através do Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional (FEDER) e Câmara Municipal de Braga, o projecto termina em 2012.

02/06/11

CTB participa na 81ª Feira do Livro do Porto

A 81ª Feira do Livro do Porto, a decorrer na Av. dos Aliados, na Baixa do Porto, vai homenagear Maria Helena da Rocha Pereira (n. Porto, 1925), ensaísta, tradutora, investigadora, professora catedrática jubilada da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, e a CTB – Companhia de Teatro de Braga vai participar no tributo.

A sessão MARIA HELENA DA ROCHA PEREIRA EM DESTAQUE terá lugar no dia 4 de Junho, às 17h30, no auditório da Feira do Livro, e nesta participarão para além da homenageada, o escritor e helenista Frederico Lourenço, professor catedrático da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra; Delfim Leão, catedrático da mesma universidade, ensaísta e tradutor; a escritora Hélia Correia e a CTB, cujos actores Carlos Feio e Solange Sá acompanhados por Ana Lestra, Ana Cristina Oliveira, Thamara Thais e Manuela Artilheiro - elementos da Comunidade de Leitura Dramática do projecto BragaCult -  farão a leitura encenada de um excerto de As Bacantes, de Eurípides [peça que a CTB estreou em 2008 e apresentou em palcos nacionais - Braga, Évora, Coimbra - e internacionais - S. Paulo, Bahia (Brasil)], e Rui Madeira dará voz a Antígona, de Sófocles, obras com tradução de Maria Helena da Rocha Pereira.

BragaCult é um projecto da responsabilidade da Companhia de Teatro de Braga no âmbito das parcerias para a Regeneração Urbana do Centro Histórico de Braga e Regeneração Urbana do Rio Este, co-financiado pelo “ON.2 – O NOVO NORTE”, QREN através do Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional (FEDER) e Câmara Municipal de Braga, no valor global de 304.350,00€.

31/05/11

Festivais Gil Vicente 2011


Rui Madeira participa na primeira sessão do Café Falado dedicada aos Festivais Gil Vicente

A relação de privilégio entre o criador e o espaço de apresentação é o tema em discussão hoje (31 de Maio), pelas 21h30, no Café Concerto do Centro Cultural Vila Flor. Com moderação de Rui Torrinha, Café Falado Teatro I convida Nuno Cardoso, Marcos Barbosa e Rui Madeira a discutir a importância do criador estabelecer uma relação de privilégio com um determinado espaço, para desenvolvimento mais profundo do seu trabalho e sua respectiva apresentação. Que resultados daí advêm e que impacto se retira quer para o criador quer para o espaço de acolhimento.
Café Falado integra a programação dos Festivais Gil Vicente 2011 que decorre de 2 a 11 de Junho, no Centro Cultural Vila Flor, em Guimarães.