19/07/11

"As Orações de Mansata", de Abdulai Sila na Comunidade de Leitura Dramática


Comunidade de Leitura Dramática – Projecto BragaCult
Lançamento do livro “As Orações de Mansata”, de Abdulai Sila
22 de Julho – 21h30
Salão Nobre do Theatro Circo
Entrada livre


A CTB – Companhia de Teatro de Braga realiza, no âmbito do projecto BragaCult, mais uma sessão da Comunidade de Leitura Dramática, evento que integrará, com o apoio da Cena Lusófona – Associação Portuguesa para o Intercâmbio Teatral, também o lançamento do livro “As Orações de Mansata”, de Abdulai Sila. A decorrer na próxima sexta-feira (22 de Julho), às 21h30, no Salão Nobre do Theatro Circo, a sessão – de entrada livre – contará com a presença do autor e com a leitura de excertos da obra, a cargo dos elementos da Oficina orientada por Rui Madeira.

“As Orações de Mansata”, de Abdulai Sila (Guiné-Bissau), é o mais recente título da colecção de dramaturgia da Cena Lusófona. Definida como “uma adaptação de Macbeth à realidade africana”, a peça – que é o primeiro texto dramático da literatura guineense – oferece um impiedoso retrato dos mecanismos de corrupção, luta pelo poder e violência extrema que caracterizam vários regimes políticos em todo o mundo e têm marcado, de forma trágica, a realidade da Guiné-Bissau nas últimas décadas.
Oito conselheiros do Supremo-Chefe, encarregados de assuntos como tchumul-tchamal [confusão], meker-meker [intriga] ou nhengher-nhengher [conspiração] disputam entre si a melhor forma de derrubar o líder e ocupar a cadeira da Suprematura. Para o efeito, partem em busca das “Orações de Mansata”, que supostamente lhes facilitariam a dominação sobre o seu povo, num processo em que a traição, a tortura e o assassinato são reduzidos à banalidade.

A realidade de uma certa África contemporânea é ainda retratada nesta peça através das tensões e das contradições entre as culturas ancestrais (a poligamia, a ligação ao sobrenatural, as formas de poder tradicional, o lugar reservado às mulheres) e o crescente impacto da globalização, nomeadamente através da internet, de outros meios de comunicação e de uma mobilidade internacional e intercontinental cada vez mais facilitada.

Abdulai Sila (Catió, Guiné-Bissau, 1958) é formado em Engenharia Electrotécnica pela Universidade de Dresden (Alemanha). Dedicou-se ao estudo das Tecnologias de Informação e Comunicação e tornou-se empresário nesta área, desempenhando um papel pioneiro no desenvolvimento e difusão das TIC na Guiné-Bissau. Foi co-fundador do INEP – Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas, do GREC – Grupo de Expressão Cultural, da revista cultural Tcholona e da primeira editora privada guineense, a Ku Si Mon. Tem três romances editados – “Eterna Paixão” (1994), “A Última Tragédia” (1995) e “Mistida” (1997) – para além de contos e artigos em várias publicações internacionais.

Editada originalmente pela Ku Si Mon em 2007, na Guiné-Bissau, “As Orações de Mansata” resulta de um convite lançado pela Cena Lusófona, que assim quis incentivar a escrita dramática deste país. Com a presente publicação, a obra vai poder chegar agora a todos os países da CPLP, integrada numa colecção que inclui já títulos de autores de Angola (José Mena Abrantes), de Moçambique (Mia Couto e Leite de Vasconcelos), de Cabo Verde (António Aurélio Gonçalves), de São Tomé e Príncipe (Fernando de Macedo), Brasil (Naum Alves de Souza) e Portugal (Abel Neves e Natália Luiza).

Depois de Braga, haverá uma sessão de apresentação em Coimbra, no Teatro da Cerca de São Bernardo, no dia 25 de Julho, às 21h30, que contará também com a presença do autor e com a leitura de excertos da obra, por conta do elenco d'A Escola da Noite – Grupo de Teatro de Coimbra.

BragaCult é um Projecto da responsabilidade da Companhia de Teatro de Braga no âmbito das parcerias para a Regeneração Urbana do Centro Histórico de Braga e Regeneração Urbana do Rio Este, co-financiado pelo “ON.2 – O NOVO NORTE”, QREN através do Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional (FEDER) e Câmara Municipal de Braga, no valor global de 304.350,00€.

12/07/11

Jardim


Para saber mais sobre o espectáculo que a CTB vai estrear no dia 28 de Julho, no Pequeno Auditório do Theatro Circo, assista à entrevista de Alexej Schipenko.



11/07/11

Escritor cubano orienta Oficina de Escrita Criativa



Reinaldo Montero está em Braga para, de 12 a 15 de Julho, orientar a Oficina de Escrita Criativa do BragaCult, projecto da responsabilidade CTB - Companhia de Teatro de Braga, no âmbito da parceria para a Regeneração Urbana do Rio Este.

Dramaturgo, romancista e guionista cubano, Reinaldo Montero é autor de diversas obras de ficção, peças de teatro e guiões cinematográficos. Com várias obras premiadas, participa assiduamente como jurado em certames cubanos e internacionais, Feiras do Livro e encontros de escritores. Já fez leituras, conferências e orientou seminários e oficinas de escrita dramática e narrativa um pouco por todo o mundo. Recorde-se que, em 2003, Reinaldo Montero orientou na CTB, no âmbito do projecto “AMÁDIXÃO, ou as palabras male-ditas”, uma Oficina de Escrita Criativa, na qual participou Ricardo Araújo Pereira, um dos elementos dos “Gato Fedorento”.

Nesta oficina, a decorrer no Theatro Circo, Reinaldo Montero será auxiliado pela actriz e encenadora Sahily Moreda.

BragaCult é um Projecto da responsabilidade da Companhia de Teatro de Braga no âmbito das parcerias para a Regeneração Urbana do Centro Histórico de Braga e Regeneração Urbana do Rio Este, co-financiado pelo “ON.2 – O NOVO NORTE”, QREN através do Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional (FEDER) e Câmara Municipal de Braga, no valor global de 304.350,00€.

28/06/11

Projecto BragaCult



Oficina de Leituras Encenadas I e II e Oficina de Cenografia são as mais recentes acções do projecto BragaCult. Integradas na Regeneração Urbana do Centro Histórico de Braga – Linha Azul – as oficinas estão a decorrer sob a coordenação de Alexej Schipenko, Rui Madeira (Leituras Encenadas) e Samuel Hoff  (Cenografia).
Numa relação de proximidade e interligação, as oficinas versam sobre a dinâmica de um texto e as várias possibilidades de leitura e de criação; numa relação entre o corpo e o espaço cénico, a voz, a dicção, a expressão oral e a importância dos elementos cénicos na representação.
Oficina de Leituras Encenadas I e Oficina de Leituras Encenadas II incidem sobre o Canto III de Os Lusíadas, de Luís de Camões, dedicado à história de amor de Inês de Castro e Pedro, tema sobre o qual recai também Jardim, o espectáculo do dramaturgo, romancista, encenador, actor e músico, Alexej Schipenko, que o mesmo está a encenar e a CTB estreará a 28 de Julho no Pequeno Auditório do Theatro Circo, com cenografia e figurinos de Samuel Hof, co-fundador da Companhia Team Odradek, onde é cenógrafo desde 2007, e responsável pela cenografia de Love (Berlim) e Os Lusíadas (CTB, Braga) espectáculos de Alexej Schipenko e, ainda, na CTB, As Bacantes de Eurípides, com encenação de Rui Madeira.

BragaCult é um Projecto da responsabilidade da Companhia de Teatro de Braga no âmbito das parcerias para a Regeneração Urbana do Centro Histórico de Braga e Regeneração Urbana do Rio Este, co-financiado pelo “ON.2 – O NOVO NORTE”, QREN através do Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional (FEDER) e Câmara Municipal de Braga, no valor global de 304.350,00€.

22/06/11

Jardim


Autor russo escreve e encena texto sobre umas das mais conhecidas histórias de amor – a de Inês & Pedro

Alexej Schipenko escreveu, a CTB - Companhia de Teatro de Braga produz: “Jardim”, a peça que relata a história da amante mais conhecida da História de Portugal, D. Inês de Castro.
Numa abordagem diferente, apresentada como diário de Inês de Castro, a 109ª produção da CTB vai levar à cena do Pequeno Auditório do Theatro Circo, o primeiro encontro, o amor, a vida entre D. Inês de Castro e o futuro rei Pedro I de Portugal, e a trágica execução da fidalga às ordens do pai deste, o Rei D. Afonso IV. Porém, o diário não finda com a morte desta e até à exumação do seu corpo e coroação como rainha de Portugal,  Inês narra  o que acontece com aqueles que permanecem vivos.

Celebrada por ilustres nomes como Luís de Camões, António Ferreira e Garcia de Resende, a relação amorosa serviu também de inspiração a Alexej Schipenko, romancista, encenador, actor, músico, que volta a trabalhar com a CTB.
“Jardim” tem estreia marcada para Julho, de 28 a 30, regressando em Setembro, de 8 a 10, 13 a 16 e 20 a 23, sempre às 21h30.

Com autoria e encenação de Alexej Schipenko; tradução de António Pescada; interpretação de André Laires, Carlos Feio, Frederico Bustorff Madeira, Jaime Monsanto, João Chelo, Rogério Boane, Rui Madeira, Solange Sá, Thamara Thais; o espectáculo marca também o regresso do Samuel  Hof à CTB, após Os Lusíadas e As Bacantes, estando a cenografia e os figurinos a seu cargo. O desenho de luz é de Fred Rompante, a criação vídeo de Frederico Bustorff Madeira e a criação sonora de Luís Lopes.