01/09/11

A história de Pedro e Inês em cena no Theatro Circo



JARDIM
“Pedro e Inês – a história secreta nunca antes contada"
Autoria e encenação de Alexej Schipenko

8 a 10; 13 a 16; 20 a 23 de Setembro – 21h30
Pequeno Auditório do Theatro Circo

Inês de Castro volta ao Theatro Circo para, na primeira pessoa, contar a sua história de amor com D. Pedro. Jardim: “Pedro e Inês – a história secreta nunca antes contada” é o espectáculo que Alexej Schipenko escreveu e encenou para a CTB - Companhia de Teatro de Braga, e pode ser visto de 8 a 10, 13 a 16 e 20 a 23 de Setembro, às 21h30.

Definido pelo autor e encenador como um “espectáculo único, para glória e espírito da cultura portuguesa”, e só possível pelo seu trabalho de alguns anos com a CTB, Jardim apresenta, sob a forma de diário falado e com recurso a tecnologia digital, a história de Pedro e Inês, mesmo depois da execução da fidalga. Até à exumação do seu corpo e coroação como rainha de Portugal, numa espécie de recordação do que aconteceu e de como aconteceu, Inês relata o que sucede com aqueles que permanecem vivos.

Em Jardim: “Pedro e Inês – a história secreta nunca antes contada”, peça com tradução de António Pescada, sobem ao palco André Laires, Carlos Feio, Frederico Bustorff Madeira, Jaime Monsanto, João Chelo, Rogério Boane, Rui Madeira, Solange Sá e Thamara Thais. Com cenografia e figurinos de Samuel Hof, o desenho de luz é de Fred Rompante, a criação vídeo de Frederico Bustorff Madeira, a criação sonora de Luís Lopes e a fotografia de Paulo Nogueira.

27/07/11

Estreia


  
 JARDIM
"Pedro e Inês - a história secreta nunca antes contada"

É já amanhã (quita-feira, dia 28, 21h30) que, no Pequeno Auditório do Theatro Circo, a CTB - Companhia de Teatro de Braga estreia JARDIM - “Pedro e Inês: a história secreta nunca antes contada”, com autoria e encenação de Alexej Schipenko.

Numa abordagem diferente, apresentada como diário de Inês de Castro, JARDIM leva à cena, pela voz da própria, o primeiro encontro, o amor, a vida entre D. Inês de Castro e o futuro Rei Pedro I de Portugal, e a trágica execução da fidalga às ordens do pai deste, o Rei D. Afonso IV. Todavia, o diário não finda com a morte desta e até à exumação do seu corpo e coroação como rainha de Portugal, Inês narra o que acontece com aqueles que permanecem vivos.

Com autoria e encenação de Alexej Schipenko; tradução de António Pescada; interpretação de André Laires, Carlos Feio, Frederico Bustorff Madeira, Jaime Monsanto, João Chelo, Rogério Boane, Rui Madeira, Solange Sá, Thamara Thais; o espectáculo marca também o regresso de Samuel Hof à CTB – após “Os Lusíadas” e “As Bacantes” – com cenografia e figurinos a seu cargo. O desenho de luz é de Fred Rompante, a criação vídeo de Frederico Bustorff Madeira e a criação sonora de Luís Lopes. “Jardim” (109ª Produção, M/16) está em cena no Pequeno Auditório do Theatro Circo de 28 a 30 de Julho, e regressa em Setembro, de 8 a 10, 13 a 16, 20 a 23, sempre às 21h30.

Oficinas do BragaCult apresentam-se em noite de estreia

Ao longo da criação e produção deste espectáculo, decorreram em simultâneo as Oficinas de Leituras Encenadas I e II e a Oficina de Cenografia, sob orientação de Alexej Schipenko e Samuel Hof, no âmbito do projecto BragaCult.
Durante mês e meio, os participantes - professores e alunos, assistiram a todo o processo criativo. Participaram diariamente, observaram o método de trabalho do encenador Alexej Schipenko, neste caso também autor do texto, e do cenógrafo Samuel Hof, e como esse processo influi na criação da imagética do espectáculo, através da utilização do texto, do desenvolvimento do trabalho de actor, e na importância do espaço cénico, dos figurinos, dos adereços, do som e da imagem.

Na noite da estreia de JARDIM estará patente, no Foyer do Theatro Circo, uma exposição de trabalhos realizados pelos formandos destas Oficinas. Grupo que, no próximo ano lectivo e segunda fase do projecto, irá assumir algumas acções de Leituras Encenadas, a partir do Canto III d’Os Lusíadas, com grupos escolares, que serão apresentadas no âmbito de “Braga 2012: Capital Europeia da Juventude”.

BragaCult é um Projecto da responsabilidade da Companhia de Teatro de Braga no âmbito das parcerias para a Regeneração Urbana do Centro Histórico de Braga e Regeneração Urbana do Rio Este, co-financiado pelo “ON.2 – O NOVO NORTE”, QREN através do Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional (FEDER) e Câmara Municipal de Braga, no valor global de 304.350,00€.



21/07/11

Falta uma semana para a estreia



Jardim
Autoria e encenação de Alexej Schipenko
28 a 30 de Julho – 21h30
Pequeno Auditório do Theatro Circo 




A CTB – Companhia de Teatro de Braga apresenta, em estreia, no Pequeno Auditório do Theatro Circo, no próximo dia 28 de Julho (21h30), Jardim, “a história secreta nunca antes contada” de Pedro e Inês. 

Alexej Schipenko, autor e encenador de “Jardim”, procura com este espectáculo “criar a imortalidade do amor”, não resumindo o foco de atenção aos factos da história em si, mas à forma como esta pode ser contada. E esta é contada pela falecida Inês, através de um diário, numa espécie de recordação do que aconteceu e de como aconteceu. Pela voz da própria é feita a descrição do ambiente que rodeou a sua vida e a sua visão da corte e dos cortesãos, das intrigas, e do castigo dos seus próprios assassinos.

É extensa a lista de obras que, no domínio da poesia, da ficção e do teatro, abordam a tragédia de Inês de Castro. O que à partida podia ser curioso é o autor desta peça ser russo, mas deixa de o ser se atendermos que, o dramaturgo, encenador, actor e músico, Alexej Schipenko trabalha há anos sobre este tema – em 2008 escreveu e dirigiu na Berlin United “Love”, um espectáculo sobre Pedro e Inês – e mantém desde há muitos anos uma colaboração regular com a CTB. A cooperação que se iniciou com a estreia do seu texto “A Vida de Komikaze” (2004), dirigido por Rui Madeira, prolongou-se com “A Vida como Exemplo” e “Praça de Touros” (2006), escritas propositadamente e encenadas para a CTB por Schipenko. E continuou com a peça “Último Acto/A Arte do Futuro”, em co-autoria com Anna Langhoff, dirigida por esta em 2006 e por Rui Madeira em 2011, e “Os Lusíadas” (2008), a partir da obra de Luís de Camões, também com encenação do autor russo. Com “Jardim”, Alexej Schipenko volta à CTB para juntos cumprirem um dos vectores do projecto artístico: a partilha de experiência e de práticas sobre o fazer teatral com a Europa e a Lusofonia.

A história de Pedro e Inês também não é nova no percurso da CTB, em 1998, a Companhia levou à cena “Castro”, de António Ferreira, dirigida por Antonino Solmer, e, em 2001, “O Amor Assassinado: Inês e Pedro”, de Hugo Löetcher, texto inédito, dirigido por Rui Madeira e apresentado no Mosteiro de Tibães, em Braga, no âmbito do VI Encontro Luso-Alemão de Cultura, organizado pela Secção dos Estudos Germanísticos da Universidade do Minho.

“Jardim” (109ª Produção, M/16) está em cena no Pequeno Auditório do Theatro Circo de 28 a 30 de Julho, e regressa em Setembro, de 8 a 10, 13 a 16, 20 a 23, sempre às 21h30. Com autoria e encenação de Alexej Schipenko; tradução de António Pescada; interpretação de André Laires, Carlos Feio, Frederico Bustorff Madeira, Jaime Monsanto, João Chelo, Rogério Boane, Rui Madeira, Solange Sá, Thamara Thais; o espectáculo marca também o regresso de Samuel  Hof à CTB – após “Os Lusíadas” e “As Bacantes” – com cenografia e figurinos a seu cargo. O desenho de luz é de Fred Rompante, a criação vídeo de Frederico Bustorff Madeira e a criação sonora de Luís Lopes.

19/07/11

(Clique na imagem para aceder ao site do espectáculo)

"As Orações de Mansata", de Abdulai Sila na Comunidade de Leitura Dramática


Comunidade de Leitura Dramática – Projecto BragaCult
Lançamento do livro “As Orações de Mansata”, de Abdulai Sila
22 de Julho – 21h30
Salão Nobre do Theatro Circo
Entrada livre


A CTB – Companhia de Teatro de Braga realiza, no âmbito do projecto BragaCult, mais uma sessão da Comunidade de Leitura Dramática, evento que integrará, com o apoio da Cena Lusófona – Associação Portuguesa para o Intercâmbio Teatral, também o lançamento do livro “As Orações de Mansata”, de Abdulai Sila. A decorrer na próxima sexta-feira (22 de Julho), às 21h30, no Salão Nobre do Theatro Circo, a sessão – de entrada livre – contará com a presença do autor e com a leitura de excertos da obra, a cargo dos elementos da Oficina orientada por Rui Madeira.

“As Orações de Mansata”, de Abdulai Sila (Guiné-Bissau), é o mais recente título da colecção de dramaturgia da Cena Lusófona. Definida como “uma adaptação de Macbeth à realidade africana”, a peça – que é o primeiro texto dramático da literatura guineense – oferece um impiedoso retrato dos mecanismos de corrupção, luta pelo poder e violência extrema que caracterizam vários regimes políticos em todo o mundo e têm marcado, de forma trágica, a realidade da Guiné-Bissau nas últimas décadas.
Oito conselheiros do Supremo-Chefe, encarregados de assuntos como tchumul-tchamal [confusão], meker-meker [intriga] ou nhengher-nhengher [conspiração] disputam entre si a melhor forma de derrubar o líder e ocupar a cadeira da Suprematura. Para o efeito, partem em busca das “Orações de Mansata”, que supostamente lhes facilitariam a dominação sobre o seu povo, num processo em que a traição, a tortura e o assassinato são reduzidos à banalidade.

A realidade de uma certa África contemporânea é ainda retratada nesta peça através das tensões e das contradições entre as culturas ancestrais (a poligamia, a ligação ao sobrenatural, as formas de poder tradicional, o lugar reservado às mulheres) e o crescente impacto da globalização, nomeadamente através da internet, de outros meios de comunicação e de uma mobilidade internacional e intercontinental cada vez mais facilitada.

Abdulai Sila (Catió, Guiné-Bissau, 1958) é formado em Engenharia Electrotécnica pela Universidade de Dresden (Alemanha). Dedicou-se ao estudo das Tecnologias de Informação e Comunicação e tornou-se empresário nesta área, desempenhando um papel pioneiro no desenvolvimento e difusão das TIC na Guiné-Bissau. Foi co-fundador do INEP – Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas, do GREC – Grupo de Expressão Cultural, da revista cultural Tcholona e da primeira editora privada guineense, a Ku Si Mon. Tem três romances editados – “Eterna Paixão” (1994), “A Última Tragédia” (1995) e “Mistida” (1997) – para além de contos e artigos em várias publicações internacionais.

Editada originalmente pela Ku Si Mon em 2007, na Guiné-Bissau, “As Orações de Mansata” resulta de um convite lançado pela Cena Lusófona, que assim quis incentivar a escrita dramática deste país. Com a presente publicação, a obra vai poder chegar agora a todos os países da CPLP, integrada numa colecção que inclui já títulos de autores de Angola (José Mena Abrantes), de Moçambique (Mia Couto e Leite de Vasconcelos), de Cabo Verde (António Aurélio Gonçalves), de São Tomé e Príncipe (Fernando de Macedo), Brasil (Naum Alves de Souza) e Portugal (Abel Neves e Natália Luiza).

Depois de Braga, haverá uma sessão de apresentação em Coimbra, no Teatro da Cerca de São Bernardo, no dia 25 de Julho, às 21h30, que contará também com a presença do autor e com a leitura de excertos da obra, por conta do elenco d'A Escola da Noite – Grupo de Teatro de Coimbra.

BragaCult é um Projecto da responsabilidade da Companhia de Teatro de Braga no âmbito das parcerias para a Regeneração Urbana do Centro Histórico de Braga e Regeneração Urbana do Rio Este, co-financiado pelo “ON.2 – O NOVO NORTE”, QREN através do Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional (FEDER) e Câmara Municipal de Braga, no valor global de 304.350,00€.