20/02/12

É já na próxima semana...



A Comunidade de Leitura Dramática, da responsabilidade da CTB – Companhia de Teatro de Braga, dinamizada no âmbito do projecto BragaCult, realiza na Fonte do Ídolo, em Braga, um Ciclo de Leituras de textos dramáticos sobre personagens mitológicas da Cultura Clássica Grega. A primeira sessão decorre no próximo dia 27 de Fevereiro, às 21h30 (entrada livre), com a leitura de “Ifigénia em Áulis” de Eurípides.

O Ciclo de Leituras abordará a (volta da) guerra de Tróia, as consequências para os “vencedores” e o papel que alguns personagens tiveram no desenrolar dos acontecimentos, que fundaram a identidade cultural europeia. Factos e personagens aparentemente tão esquecidos nos tempos que correm e que a CTB irá recuperar com a apresentação integral da trilogia “Oresteia” (Agamémnon, Coéforas e Euménides), de Ésquilo, com encenação de Rui Madeira e estreia prevista para Junho/Julho, no âmbito de Braga 2012 – Capital Europeia da Juventude, numa co-produção com o Teatro Municipal de Almada, o Teatro Constantino Nery de Matosinhos, o Theatro Circo e o Grupo Dragão Sete, de São Paulo (Brasil). A produção contará com a participação de actores portugueses, africanos e brasileiros e será apresentada em Portugal e no Brasil.
Continuando na busca de um teatro político, Rui Madeira estabelece uma ponte com a actual Europa decadente de valores morais e encena “Oresteia” como parábola da “família (europeia) desavinda”, que “tem de libertar-se e acabar de vez com os velhos deuses”, sendo certo que “esta guerra é para ser ganha pelo Coro dos cidadãos de Atenas”.

Este Ciclo decorrerá nos próximos meses, num espaço nobre da cidade de Braga: a Fonte do Ídolo, numa colaboração estreita com o gabinete de Arqueologia da Câmara Municipal de Braga e o Theatro Circo. Momento privilegiado para usufruir de um dos Lugares de maior relevância na matriz identitária da Cidade.

O programa do Ciclo de Leituras é o seguinte:
Dia 26 de Março: “Electra” de Sófocles
Dia 16 de Abril: “Coéforas” de Ésquilo
Dia 30 de Abril: “Filoctetes” de Sófocles
Dia 28 de Maio: “Troilus e Créssida” de Shakespeare

Sempre às 21.30h e com entrada livre.

BragaCult é um projecto da responsabilidade da Companhia de Teatro de Braga no âmbito das parcerias para a Regeneração Urbana do Centro Histórico de Braga e Regenração Urbana do Rio Este, co-financiado pelo “ON.2 – O NOVO NORTE”, QREN através do Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional (FEDER) e Câmara Municipal de Braga, no valor global de 304.350,00€.

03/02/12

A luta entre o bem e o mal no Theatro Circo



Auto da Barca do Inferno
de Gil Vicente

14 e 15 de Fevereiro – 11h* + 15h*
16 de Fevereiro – 15h* + 21h30
17 de Fevereiro – 11h* + 15h*
Sala Principal do Theatro Circo

A CTB – Companhia de Teatro de Braga leva à cena Auto da Barca do Inferno, a alegoria dramática de Gil Vicente. A peça, designada pelo autor como um “Auto de Moralidade”, tem encenação de Rui Madeira e está em cena este mês na Sala Principal do Theatro Circo. A reposição integra sessões escolares, mediante marcação, de 14 a 17 de Fevereiro, às 11h e às 15h, à excepção do dia 16 em que apenas há uma sessão diurna às 15h, à qual se segue uma sessão aberta ao público em geral pelas 21h30.

O espectáculo, uma adaptação moderna e cómica do clássico português, retrata a clara oposição entre o bem e o mal sob a forma de julgamento. Através da brilhante metáfora do tribunal, com o Anjo e o Diabo a sentenciarem a alma daqueles que deixaram a vida terrena e procuram a passagem para o paraíso, Gil Vicente põe a nu os vícios das diversas ordens sociais e denuncia a "podridão" da sociedade portuguesa do século XVI.

Auto da Barca do Inferno, produção estreada em 2007, conta já com 113 representações e cerca de 19000 espectadores.

Será que a maledicência, o orgulho, a usura, a concupiscência, a venalidade, a petulância, o fundamentalismo, a inveja, a mesquinhez, o falso moralismo cristão…. têm entrada directa no paraíso? Ou terão de passar pelo Purgatório? Ou vão directamente ao Inferno? E a pé, de pulo ou voo? Aliás, onde fica e como designamos o Lugar onde estamos? E que paraíso buscamos?
Uma revisão da CTB em demanda da modernidade sobre o texto Vicentino e o prazer do jogo teatral.
Um espectáculo sobre a nossa memória identitária.
Rui Madeira
Autor: Gil Vicente | Encenador: Rui Madeira | Elenco: Alexandre Sá, André Laires, Carlos Feio, Jaime Soares, Rogério Boane, Solange Sá, Thamara Thais | Figurinos: Sílvia Alves | Espaço cénico: Rui Madeira | Desenho de som: Pedro Pinto | Desenho de luz: Fred Rompante | Fotografia: Manuel Correia, Paulo Nogueira

Bilhetes: 10€ (adultos) | 5€ (crianças, estudantes, reformados e protocolos) | 4€ (grupos - mínimo de 10 pessoas)
M/6

*sessões para grupos escolares, mediante marcação

30/01/12

Coimbra acolhe oficina e espectáculo da CTB


Jardim no Theatro Circo
Foto de Paulo Nogueira

A CTB – Companhia de Teatro de Braga apresenta em Coimbra, nos dias 10 e 11 de Fevereiro (21h30), Jardim: “Pedro e Inês – a história secreta nunca antes contada”, uma versão ousada e diferente de um dos episódios mais marcantes da “cidade do estudantes”: o amor proibido de D. Pedro I e Inês de Castro. Escrito e dirigido por Alexej Schipenko, o espectáculo estará em cena no Teatro da Cerca de São Bernardo e surpreenderá os espectadores pelo espaço cénico concebido por Samuel Hof e pela forma como o palco é utilizado.

Aproveitando a estada da CTB em Coimbra, A Escola da Noite organiza, em colaboração com o Círculo de Iniciação Teatral da Academia de Coimbra (CITAC), a oficina “Oresteia – em busca do teatro político” dirigida por Rui Madeira, director artístico da CTB, destinada a actores, alunos e professores do ensino artístico. A formação decorre nos dias 7 e 8 de Fevereiro (18h00 – 21h00) e no dia 11 de Fevereiro (15h00 – 18h00) no Teatro-Estúdio do CITAC. A Oficina inclui análise dramatúrgica, leitura participada e experimentação ao nível do trabalho coral, e insere-se na preparação da trilogia de Ésquilo “Oresteia”, espectáculo que a CTB vai produzir em 2012 com encenação de Rui Madeira e cenografia de Samuel Hof, no âmbito de “Braga 2012 – Capital Europeia da Juventude”, numa co-produção com o Teatro Municipal de Almada, o Teatro Constantino Nery de Matosinhos, o Theatro Circo e o Grupo Dragão Sete, de São Paulo (Brasil). A inscrição custa 25,00 Euros e pode ser feita, até ao próximo dia 1 de Fevereiro, por e-mail para geral@aescoladanoite.pt.

A oficina e o espectáculo realizam-se no âmbito do projecto de programação em rede CULTURBE: Braga, Coimbra e Évora (financiado pelo QREN), que une o Teatro da Cerca de São Bernardo ao Theatro Circo e ao Teatro Garcia de Resende desde 2010.

25/01/12

Cancelada a primeira sessão




A CTB – Companhia de Teatro de Braga informa que a primeira sessão do Ciclo de Leituras Públicas agendada para a próxima segunda-feira (dia 30, 21h30), na Fonte do Ídolo, foi cancelada por razões técnicas.
O Ciclo, dinamizado no âmbito do projecto BragaCult pela Comunidade de Leitura Dramática, inicia no dia 27 de Fevereiro com a obra “Ifigénia em Áulis” de Eurípides, prosseguindo o programa nas datas já anunciadas – 26 de Março: “Electra” de Sófocles; 16 de Abril: “Coéforas” de Ésquilo e 30 de Abril: “Filoctetes” de Sófocles. A leitura pública da obra “Troilus e Créssida” de Shakespeare, cuja sessão estava marcada para 30 de Janeiro e foi cancelada, decorrerá em Maio, em data a anunciar em breve.
As sessões decorrerão sempre às 21h30 e com entrada livre na Fonte do Ídolo, numa colaboração estreita com o gabinete de Arqueologia da Câmara Municipal de Braga e o Theatro Circo. Momento privilegiado para usufruir de um dos Lugares de maior relevância na matriz identitária da Cidade.

Recorde-se que o Ciclo de Leituras Públicas pretende criar o ambiente para a apresentação integral da trilogia “Oresteia” (Agamémnon, Coéforas e Euménides), de Ésquilo, que a CTB estreará em Junho/Julho, com encenação de Rui Madeira, no âmbito de Braga 2012 – Capital Europeia da Juventude, numa co-produção com o Teatro Municipal de Almada, o Teatro Constantino Nery de Matosinhos, o Theatro Circo e o Grupo Dragão Sete de São Paulo (Brasil), que contará com a participação de actores portugueses, africanos e brasileiros e será apresentada em Portugal e no Brasil.

Continuando na busca de um teatro político, Rui Madeira estabelece uma ponte com a actual Europa decadente de valores morais e encena “Oresteia” como parábola da “família (europeia) desavinda”, que “tem de libertar-se e acabar de vez com os velhos deuses”, sendo certo que “esta guerra é para ser ganha pelo Coro dos cidadãos de Atenas”.

O Ciclo de Leituras abordará a (volta da) guerra de Tróia, as consequências para os “vencedores” e o papel que alguns personagens tiveram no desenrolar dos acontecimentos, que fundaram a identidade cultural europeia. Factos e personagens aparentemente tão esquecidos nos tempos que correm.


BragaCult é um Projecto da responsabilidade da Companhia de Teatro de Braga no âmbito das parcerias para a Regeneração Urbana do Centro Histórico de Braga e Regeneração Urbana do Rio Este, co-financiado pelo “ON.2 – O NOVO NORTE”, QREN através do Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional (FEDER) e Câmara Municipal de Braga, no valor global de 304.350,00€.

24/01/12

Últimos espectáculos em Braga



Jardim
“Pedro e Inês – a história secreta nunca antes contada”
de Alexej Schipenko

24 a 27 de Janeiro – 21h30
Pequeno Auditório do Theatro Circo de Braga

10 e 11 de Fevereiro – 21h30
Teatro da Cerca de São Bernardo, Coimbra


Jardim: “Pedro e Inês – a história secreta nunca antes contada” está prestes a deixar Braga, Coimbra é o próximo destino.
Com autoria e encenação de Alexej Schipenko, a produção da CTB – Companhia de Teatro de Braga está em cena no Pequeno Auditório do Theatro Circo até sexta-feira, 27 de Janeiro, às 21h30, seguindo depois para o Teatro da Cerca de São Bernardo, onde será apresentada nos dias 10 e 11 de Fevereiro, às 21h30.

Esta é uma história muito conhecida em Portugal e, no nosso espectáculo, é contada de uma maneira diferente - talvez como diário de Inês de Castro.
Neste diário ela descreve o seu primeiro encontro, o amor, a vida com Pedro, e o seu assassinato. Contudo, o seu diário continua para lá da sua morte. Até à exumação do seu corpo e coroação como rainha de Portugal, Inês relata o que acontece com aqueles que permanecem vivos.
O objectivo de “Jardim” é criar a imortalidade do amor, sendo também importante para o espectáculo a arquitectura do Theatro Circo porque levará o corpo físico do espectador do fundo do inferno até à última nuvem do paraíso, num processo em tempo real.
O meu trabalho de alguns anos com a Companhia de Teatro de Braga dá-me a possibilidade de fazer este espectáculo único, para glória e espírito da cultura portuguesa, com um agradecimento especial a Rui Madeira.
Alexej Schipenko

Autoria e encenação: Alexej Schipenko | Tradução: António Pescada | Interpretação: André Laires, Carlos Feio, Frederico Bustorff Madeira, Jaime Monsanto, João Chelo, Rogério Boane, Rui Madeira, Solange Sá e Thamara Thais | Cenografia e figurinos: Samuel Hof | Desenho de luz: Fred Rompante | Criação vídeo:  Frederico Bustorff Madeira | Criação sonora: Luís Lopes | Fotografia: Paulo Nogueira | M/16