Oficina de
Commedia dell’Arte
A Commedia dell’Arte é um género espectacular de Teatro que surge em
Itália no século XVI e que percorre toda a Europa até o século XVIII. É
fundamentalmente a arte do actor e sua relação com a construção de cena. Tem
como principais características: o improviso, o uso da meia máscara, e o
profissionalismo o que possibilita ao actor a experimentação de uma linguagem
codificada para a construção do jogo teatral, orientando os princípios básicos
da criação cénica.
A máscara é utilizada desde os
tempos mais remotos como forma de expressão e de comunicação em diversas
culturas por todo o mundo. No teatro ela possibilita a vivência de uma
linguagem não realista por parte do intérprete, centrada na construção do
arquétipo e no jogo lúdico entre actores e público. O treino com a máscara
estimula a imaginação criativa do actor ou do não-actor, aliando a isso,
economia gestual e teatralidade. Ao esconder o rosto, a máscara revela toda a
expressividade corporal. Quando veste a máscara, o actor pode, de facto,
substituir a sua identidade pessoal por outras.
A oficina orientará a criação de personagens a partir do
improviso com as máscaras das personagens típicas da Commedia Dell’Arte (Arlecchino,
Pulcinella, Columbina, Brighella, Pantalone, Capitano, Dottore, Innamorati), e levará a uma apresentação
de pequenas cenas no final, visando a formação técnica, disponibilidade, prontidão,
espontaneidade, desinibição, expressividade, trabalho em grupo, espírito de
liderança, poder de iniciativa, capacidade de improvisar, expressividade e
comunicação.
Conteúdos Programáticos
da Oficina:
• Noções básicas de: História
da Commedia Dell’Arte, Mímica e Interpretação
Teatral.
• Aquecimento e preparação
para o estado de trabalho.
• Exercícios técnicos de
escuta, observação e atenção.
• Estudo e confecção de cada
máscara da Commedia Del’ Arte
• Construção física e vocal de
tipo fixo (Máscara) .
• Relação entre as máscaras.
• Estudo e criação do canovaccio (roteiro)
• Improvisos.
Material para confecção
das máscaras (por pessoa):
[NOTA: Este material
está incluído no preço da oficina]
• Vaselina em pasta
(suficiente para untar o rosto e o molde).
• 1 rolo de 10cm largura de
atadura gessada
• 1 kg de gesso de estuque
• 1/2 kg de argila para modelagem
• Cola Branca
• Papel pardo
• Tintas e pincel
• Fita de cetim preta
EDUARDO
CHAGAS - BIOGRAFIA
Actor, director, aderecista e dramaturgo,
Eduardo Chagas faz Teatro profissional desde 1979.
Como Actor,
integrou a Cia. Teatro X
de 2001 a 2005, período em que realizou os seguintes
trabalhos sob direcção de Paulo Fabiano:
- “Cidadão de Papel”, de Celso Cruz (2001);
- “Prometeu Enjaulado”, de Celso Cruz (2001);
- “Espólio”, de Gerson Estevez (2002);
- “Esquina”, de Mario Viana (2003)
[Mostra de teatro Tema Urbano];
- “Bando de Maria”, de Celso Cruz, (2004);
- “Caminhador”, de Gerson Estevez (2004);
- “Fuck you, baby”, de Mario Bortolloto (2005).
Com a Companhia Os Satyros actuou em:
“Saló Salomé” em 1992, este com temporada na Europa no mesmo ano;
“120 dias de Sodoma”, “Justine” e “Filosofia na Alcova” todas com texto e direcção de Rodolfo Vasquez entre
2006 e 2012.
São de destacar ainda as suas atuações
em:
“A Bela e a Fera”, criação colectiva com direcção de Djalma Frattini
em 1991;
“A Bela Adormecida” e “O Quebra nozes” de Tchaikovski (espectáculo
de ballet clássico pela C.ia Paula Castro) com direcção de Paulo
Fabiano em 1992;
“Paradise”, de Sirio Belmeni, com direcção de Paulo Fabiano em 1993;
“O Casamento do Pequeno Burguês”, de Bertold Brecht, com direcção de
Zédu Neves em 1995;
“As Bodas de Fígaro”, de W. Amadeus Mozart, com direcção de Zédu
Neves em 1996;
“Todo Mundo Nú”, de Ricardo Bandeira, com direcção de Alberto Gaus em
1997;
“Brasil outros 500!” de Sofredini, com direcção
de Creuza Borges em 1999-2000 e temporada na Europa no mesmo ano;
“O Auto Da Barca Do Inferno” de Gil Vicente, com direcção de Creuza
Borges em 2000;
“Uma Pilha de Pratos na Cozinha”, com texto e direcção de Mario
Bortolloto entre 2007 e 2009;
”Inês de Castro até ao fim do mundo”, com
texto de Neviton de Freitas e direcção de Creusa Borges em 2010;
”Sexo Oral”, com texto de Celso Cruz e com
direcção de Celso Cruz em 2005 e de Eduardo Chagas na reposição de 2008;
“Oresteia”, com texto de Ésquilo e direção
de Rui Madeira, espectáculo montado em Braga, Portugal em 2012.
Como Director,
foi responsável, entre outros, pelos espectáculos:
“A bruxinha que era boa”, de Maria Clara Machado em 1985;
“O Pássaro” espectáculo de Pantomima em 1985,;
“Graveto e a árvore de cristal” e “Arthur e a espada encantada”, ambos em
1990, e dos quais também assina a dramaturgia.
“Guilhotina” de Gil Gobbato em 2011
“Satyricon”, como preparado de actor em 2012 (em processo)
Como Dramaturgo
assina também os espectáculos de rua:
“Crónica da Paixão” em 2007;
“Mulheres da praça” em 2009
“Calígula” em 2004.
No Cinema
actuou em curtas e longas metragens.
Curtas-metragens:
“Nocturno” (2005)
“Um pra um” (2006)
“O cobrador” (2007)
“Ulisses”(2011) de Lohayne de Oliveira [Prémio de melhor actor do
festival Curta Santos]
“História de concreto” (2010)
“Ninjas” de Denison Ramalho (2010)
“Isso não é o fim...”(2011) de João Gabriel [Prémio de melhor actor]
Longas-metragens:
“Encarnação do Demónio” (2007), de José Mojica Morim, com produção
da Gullane Filmes
“Querô” (2007), com direcção de Carlos Cortês e também com produção da
Gullane Filmes
“O Menino da Porteira” de Jeremias Moreira com produção da Jere
Filmes
“Os Inquilinos” de Sergio Bianchi (2009
“É proibido Fumar” de Ana Mulaert
“Reflexões de um liquidificador” de Andre Klotzel