21/12/13
03/12/13
Apresentação pública do Caderno de Dramaturgia da Oficina de Escrita do Texto Dramático
16 de Dezembro | 21h00
Theatro Circo | Salão Nobre
Braga
A
apresentação pública do Caderno de Dramaturgia resultante da Oficina de Escrita do Texto
Dramático, coordenada por Abel Neves, terá lugar no Salão Nobre do Theatro Circo no dia 16 de Dezembro
pelas 21h00. Durante a sessão de apresentação, na qual estará presente Abel Neves, serão lidos alguns textos do Caderno de Dramaturgia pela Comunidade
de Leitura Dramática do Projeto BragaCult. A leitura é coordenada por
Sílvia Brito.
25/11/13
Opinião de um espectador, atento, da ORESTEIA.
Adorei, mas adorei mesmo! Tudo!
Foi divinal! O tema que agora vi tratado na totalidade, a representação por
parte de todo o elenco (não esquecendo que é uma peça que põe à prova, pela
extensão tanto dos diálogos, como de toda a encenação, qualquer actor/actriz,
desafio brilhantemente superado!) – para quem não encontro palavras justas que
exprimam o meu gozo e a minha satisfação por Vós proporcionados –, a encenação,
o jantar (que muito bem soube) e até o facto de simultaneamente me ter sido
concedida a possibilidade de conhecer o Teatro Circo melhor (nos seus vários
espaços), percebendo como pode ser aproveitado no âmbito da representação
teatral… Adorei tudo! O final foi surpreendentemente avassalador: a inversão
dos papéis entre público e actores. Um sentimento de injustiça tremendo! Talvez
a traduzir a injustiça (porque muito mais do que justo seria a homenagem
ser-vos devida a todos Vós) já ardilosamente lançada pelas Imprecações de Ésquilo,
depois de se sentirem injustiçadas pelo julgamento e de terem disfarçado a
promessa velada, sob a máscara da ironia, de que destruiriam os Homens. E sobre
aquele (o julgamento) - agora no plano das ideias em confronto -, julgo que trouxe
a justiça possível (não a desejada, mas a possível…), ainda que o autor o tenha
montado - parece-me - com um sentido estratégico, mostrando que a paz nem
sempre pode ser construída com a guerra, como parecia ser o apelo das cenas
anteriores (das Carpideiras, de Orestes, etc), mas que, por vezes, a
sensatez cumpre-se cedendo parte para que os interesses se encontrem ao centro
em posição razoável, cumpridora ainda dos desígnios mais altos: os da Justiça,
os da Paz e os do Progresso. Claro que não se conseguiu o propósito sem se
mostrar que o cinismo e a hipocrisia (em ambas as partes) – entrelaçados com a
comédia e o ridículo, presentes nas personagens finais – são tantas vezes
caminhos percorridos para esquecer razões e tornar possível aquela
concretização. Por opinião, compreendo, mas confesso que me custa aceitar.
Provavelmente nem aceito. As Imprecações de Ésquilo estão, de facto, por todo o
lado, hoje. O pouco do braço que se lhes cedeu para se tornar possível a
construção da sociedade, foi sendo tomado progressivamente pelo corpo e cada
vez mais se estendeu aos Homens e à Vida. As cedências já não o são mais e
transformaram-se num espaço de verdadeira liberdade onde as Imprecações marcam
o ritmo. Qual Estrela Polar?! Hoje, são elas que se perfilam no horizonte dos
Homens a indicar as coordenadas do destino, a ponto de comandarem o mundo. Até
os deuses, na figura de Apolo, talvez a personagem que hoje representaria as
Instituições, estão repletos de porcaria. Defendem, na palavra, a Justiça, mas
com as acções (aquelas que verdadeiramente marcam o "ser") evidenciam
falsidade, maquiavelismo, perversidade,...
E os cada vez mais frequentes
reconhecimentos de méritos a quem não os tem, a quem, pelo contrário, foi
espectador no desenrolar dos trabalhos, inércia quantas vezes conveniente,
verdadeira estratégia – que oculta incompetências e consegue
benefícios/promoções –, nos jogos desta sociedade moderna, enquanto as formigas
trabalhadoras, corajosas, zelosas e devotas da humildade e da qualidade,
continuavam e continuam a sua obra, dando o seu labor sem que lhes seja
garantida, pelo menos, a dignidade para continuarem a bater as asas nesta
entrega desmaterializada?!
A caracterização de tudo esteve divinal! Dar-vos os PARABÉNS é um mínimo! Vós sois CULTURA!
Muito obrigado.
Miguel Vieira (21 de Novembro de 2013)
20/11/13
Mostra Espanha-Portugal 2013
3 de Dezembro de 2013 | 10h00
Museu Nacional Soares dos Reis | Porto
O encontro, que pretende consolidar um espaço privilegiado para o diálogo cultural entre Portugal e Espanha, tem como objetivo analisar e avaliar, tanto
qualitativa como quantitativamente, o papel que as redes desempenham no
intercâmbio artístico e cultural entre Espanha e Portugal, tanto as institucionais
como as micro-redes. Como também, a aferir em que medida estes mecanismos
ajudam a melhorar e a promover a cooperação cultural e artística, a divulgar experiências e projetos, e a descobrir
novos potenciais em outros campos de creatividade. Dar-se-á, igualmente, um
ênfase especial à análise das redes de e com terceiros países, especialmente da
Europa e América-Latina, como instrumentos para estimular o intercâmbio
cultural internacional.
A jornada iniciará com um debate sobre Redes digitais, moderado por Isidro Moreno, e continuará à tarde com a mesa redonda sobre Redes e projetos de cooperação entre regiões, moderado por Augusto Paramio (na qual o Rui participará).
Redes digitais
Moderador > Isidro Moreno Sánchez (Professor de Ciências da Informação - Universidade
Complutense de Madrid)
Redes de Cooperação entre regiões
Moderador > Augusto Paramio Nieto (SG de Cooperação com as Comunidades Autónomas)
Sessão da parte da manhã de 10h00 a 13h00
Sessão da parte da tarde de 15h00 a 18h00
Museu Nacional Soares dos Reis Rua Dom Manuel II 44, 4050-342 PORTO
Inscrições aqui.
"Sonhos Lúcidos - Do Deserto de Thar aos Himalaias”
28 de Novembro | 21h45
Theatro Circo [pequeno auditório] | Braga
No dia
28 de Novembro será apresentado no Theatro Circo, "Sonhos Lúcidos - Do Deserto de Thar aos Himalaias”, um projeto multimédia, que resulta de uma viagem realizada este ano à Índia e ao
Nepal, por João Campos e Fernando Almeida. A apresentação deste projeto de
fotografia e vídeo tem a duração de 70 minutos, sendo que, no final terá
lugar uma pequena conversa com os autores do trabalho. O evento é aberto ao
público em geral através de um bilhete convite levantado na bilheteira do
Theatro Circo.
+ info 253 203 800
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