05/03/08

II FESTIVAL DAS COMPANHIAS DESCENTRALIZADAS



No âmbito das comemorações do Dia Mundial do Teatro realiza-se entre 25 e 30 de Março, em Braga, o II Festival das Companhias Descentralizadas.

CTB – Companhia de Teatro de Braga; Teatro Regional da Serra do Montemuro; Teatro das Beiras (Covilhã); A Escola da Noite – Grupo de Teatro de Coimbra; CENDREV – Centro Dramático de Évora e ACTA – A Companhia de Teatro do Algarve (Faro) são as companhias que integram este festival que tem como objectivos apresentar o trabalho artístico teatral produzido fora dos grandes centros urbanos e promover a reflexão sobre a problemática da criação, a necessidade de circulação e a optimização de recursos.

Organizado pela Companhia de Teatro de Braga, em parceria com o Theatro Circo e com o Pelouro da Cultura da Câmara Municipal de Braga, o certame apresenta também na sua programação uma série de debates de reflexão e discussão, e, ainda, a exposição O Que é o Teatro? que estará patente em vários espaços da cidade.

03/03/08

Digressão no Brasil

Quatro anos volvidos desde a primeira digressão, onde foram apresentadas as peças Algumas Polaroids Explícitas e Da Vida de Komikaze, a CTB – Companhia de Teatro de Braga regressa ao Brasil para concretizar a digressão prevista e anunciada para Setembro de 2007.

Na bagagem vão as peças Auto da Barca do Inferno de Gil Vicente e Doroteia de Nelson Rodrigues, espectáculos que serão apresentados em São Paulo e na Bahia.
Ainda em São Paulo, a CTB participará no I Festival Ibero-americano de Teatro, projecto desenvolvido pela Fundação Memorial da América Latina, com a peça Doroteia da autoria de um dos mais importantes dramaturgos brasileiros. Inserido, ainda, nas actividades deste evento, Rui Madeira, director da CTB, participará no debate “A expressão teatral contemporânea na América Latina e suas relações com o teatro da Península Ibérica”.
Já na Bahia e no âmbito da apresentação da peça Auto da Barca do Inferno realizar-se-á a Oficina Inferno que será ministrada por Rui Madeira.

Esta digressão tem o apoio da Secretaria de Estado das Comunidades Portuguesas e das empresas DST sgps e José Peixoto Rodrigues e Cia, Lda.


Agenda:

1. São Paulo:

Dia 01, 21h00 – Auto da Barca do Inferno, Teatro Arthur Azevedo. Vila Prudente São Paulo.

Dia 02, 20h00 – Doroteia, Teatro Arthur Azevedo. Vila Prudente, São Paulo.

Dia 04, 20h30 – Doroteia, Teatro Municipal de Maua. São Paulo.

Dia 06, 20h00 – Auto da Barca do Inferno, Teatro Conchita de Moraes. Santo André – São Paulo.

Dia 07, 20h00 – Doroteia, Teatro Municipal de Mogi Mirim. Mogi Mirim – São Paulo.


Inserido no I FESTIVAL IBERO-AMERICANO DE TEATRO DE SÃO PAULO:

Dia 03, 16h00 – Debate: A EXPRESSÃO TEATRAL CONTEMPORÂNEA NA AMÉRICA LATINA E SUAS RELAÇÕES COM O TEATRO DA PENÍNSULA IBÉRICA

Integrantes da Mesa
Gloria Levy (Uruguai)
Rui Madeira (Companhia Teatro de Braga)
Márcio Meirelles (Secretário de Cutura do Estado da Bahia)
Eduardo Tolentino (SP/Br)
Profa. Dra. Neyde Veneziano (Curadora do Festival)

Dia 09, 20h00 – Doroteia, Teatro Simon Bolivar (encerramento do Festival)



2. Salvador da Bahia:

Dia 11, 20h30 – Auto da Barca do Inferno, Teatro Vila Velha.

Dia 12, 20h30 – Doroteia, Teatro Vila Velha.

Dias 14, 21h00 – Auto da Barca do Inferno, Teatro Municipal de Camaçari.

Dia 15, 21h00 – Doroteia, Teatro Municipal de Camaçari.

Dias 11, 12, 13 e 14 – Oficina Inferno.

15/02/08

O ESCARAVELHO CONTADOR visto pelo encenador

Ao ler, pensar e sentir, estes textos do Pina o que mais me tocou foi o respeito e a absoluta confiança que ele tem nos seus pequenos leitores. Assim como eu também tenho esta confiança profunda no seu poder de compreender além das palavras, de intuir nas pausas e nas entrelinhas o indizível. Portanto um texto e um espectáculo paradoxais que nos falam da alegria da tristeza, da felicidade da morte e das palavras bonitas que escondem bichos feios.

Como uma caixa dentro de uma caixa dentro de uma caixa, o autor é o “escrevedor”, o encenador o “transcritor”, o actor o “fazedor”, o cenógrafo o “desenhador” de uma mesma e plural história(s). E assim como duplos no espelho reflectem as variadas leituras possíveis destas ideias/imagens e deixam ainda um espaço reflexivo onde os espectadores também poderão reflectir as suas figuras interiores.

Este espectáculo é a continuação de um projecto iniciado nesta Companhia com o “Tepluquê”, onde os escaravelhos já espreitavam entre as palavras e as acções. Agora eles, os escaravelhos, estes seres do escuro e símbolos da morte, tomam o poder. Poder este que vem das profundezas, do nosso mundo das sombras, para iluminar recantos esquecidos das nossas pessoas crescidas, revelando que o que temos de mais precioso é este lado lúdico que ama os sonhos e o desconhecido.

José Caldas

O ESCARAVELHO CONTADOR visto pelo director da CTB

A CTB mantém, como um dos vectores estratégicos do seu projecto, a criação para a Infância e Juventude. Nesse quadro, podemos afirmar que não existe cidadão do Concelho de Braga, com idade inferior a 20 anos, que não tenha assistido a um espectáculo de teatro. Muitos deles, no âmbito das escolas a que pertenceram, foram também destinatários de acções de formação nestas áreas. Sempre numa relação estreita e estratégica com o Pelouros da Educação e Cultura e com os TUB/S.M.

Para esta criação “O Escaravelho Contador” a CTB reincide no encenador e no autor, uma vez que o espectáculo “Tepluquê”, criado há já alguns anos, teve a mesma autoria.
O encenador José Caldas, amigo de longa data, criador de excelência, que tem consagrado muito do seu labor artístico na luta pelo reconhecimento do Teatro para a Infância em Portugal. Manuel António Pina que, paralelamente ao seu trabalho poético, mantém a capacidade de nos surpreender com histórias que nos encantam a todos.

Rui Madeira