As Orações de Mansata é uma co-produção Cena Lusófona – Associação Portuguesa para o
Intercâmbio Teatral com
A Escola da Noite – Grupo de Teatro
de Coimbra, AD – Acção para o Desenvolvimento, Centro
de Intercâmbio Teatral de São Tomé, CTB-Companhia de Teatro de
Braga, Elinga Teatro, Teatro Vila Velha, no
âmbito do projeto P-STAGE
– Portuguese-Speaking Theatre Actors Gather Energies (programa ACP
Cultures, da União Europeia e Secretariado dos Países ACP).
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16/09/13
As Orações de Mansata // ESTREIA brevemente em Coimbra
A partir do texto de Abdulai Sila, As Orações de Mansata é um espetáculo para maiores de 16 anos, com interpretação de Amador Fernandes, Elane Nascimento, Emílio Lucombo, Igor Lebreaud, Jorge Biague, Marleny Musa, Miguel Magalhães, Paulo Figueira, Ridson Reis, Rogério Boane, Solange Sá, Trindade da Costa e Wilson de Sousa. Treze atores provenientes de Angola, Brasil, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal e São Tomé e Príncipe que integram o elenco desta co-produção, dirigida por António Augusto Barros.
Com estreia marcada para o dia 17 de Outubro de 2013 em Coimbra, no Teatro da Cerca de São Bernardo, o espetáculo conta já com diversas apresentações agendadas para os anos de 2013 e 2014 em Portugal, Espanha, Brasil, Angola e Guiné-Bissau.
Sabe Deus Pintar o Diabo // ESTREIA
estreia dia 8 outubro
no Theatro Circo
em Braga
O espetáculo estará em cena de 8 a 10 de outubro, às 21h30, no pequeno auditório do Theatro Circo.
12/09/13
Que Palco para os Clássicos? – Recepção e Performance para o Mundo Contemporâneo
O Centro de Estudos Clássicos da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa promove, nos dias 3 e 4 de outubro, o workshop "Que Palco para os Clássicos? – Recepção e Performance para o Mundo Contemporâneo". Esta iniciativa propõe a reflexão sobre o papel dos textos Clássicos na atualidade, assim como, o diálogo entre a teoria e a prática juntando, para isso, personalidades da área da investigação e da área da performance e da prática teatral e cinematográfica. O workshop conta com a participação de investigadores da Universidade de Oxford e com personalidades representativas do teatro e do cinema portugueses.
Rui Madeira, diretor da Companhia de Teatro de Braga, é um dos convidados que estará presente neste workshop no dia 4 de outubro pelas 15h00 e que abordará o tema Oresteia, uma tragédia da Europa: notas sobre a prática do processo de criação.
3 e 4 de Outubro'13
Centro de Estudos Clássicos | Faculdade de Letras | Universidade de Lisboa
10/09/13
Adiada a estreia de Sabe Deus Pintar o Diabo
A Companhia de Teatro de Braga decidiu adiar a estreia do espetáculo Sabe Deus Pintar o Diabo de Abel Neves, por razões técnicas (complexidade
de construção e montagem do dispositivo cénico).
A nova data de estreia de Sabe Deus Pintar o Diabo será comunicada em breve.
Em sua substituição, será apresentado de 17 a 19
do corrente mês, pelas 21h30, o espetáculo Conversa com Homem Roupeiro de Ian McEwan, com Rui Madeira e André
Laires.
19/08/13
Crítica de José Barros a Conversa com o Homem Roupeiro
"Na
qualidade de espectador da peça "Conversa com o Homem roupeiro", tive
a oportunidade de assistir à sua representação pelo CTB. E se o texto de Ian
McEwan é, de facto, fantástico, não só pelo drama social que apresenta,
levando o público a refletir sobre uma realidade presente em todos
tempos da Humanidade, mas também pela profundidade da sua mensagem, não é menos
verdade que tal texto só conseguiu ganhar a dimensão que lhe é devida e
reconhecida graças à excelente interpretação do ator Rui Madeira.
Confesso que a sua interpretação me surpreendeu de forma bastante positiva,
pois o ator Rui Madeira conseguiu transportar através da sua arte o mundo
vivido pelo Homem roupeiro, levando o espectador a viver cada momento
dramático da história da sua vida. Recordo, em especial, o relato
da cena do forno que, por ser brilhantemente contado e
interpretado pela personagem, conseguiu captar o dramatismo da situação vivida
a ponto de transportar magicamente o espectador para o interior desse forno.
Diga-se, em boa verdade, que o texto é exigente não só por se tratar de uma
espécie de monólogo que exige do ator uma concentração extrema, mas também um
esforço físico hercúleo. Nesse sentido, creio que ator Rui
Madeira se apresentou no seu melhor, quer na construção da
sua personagem, quer no seu desempenho, bem acompanhado
pelo comparsa que teve também um papel muito importante nesta
história, já que o seu desempenho em palco não se remeteu ao silêncio, mas à
forma como foi reagindo às palavras do Homem roupeiro. A verdade é que estar em
palco, sem dizer uma única palavra e apenas comunicar através do
gesto, expressão ou movimento, é já por si uma tarefa exigente que não está ao
alcance de qualquer ator.
Por isso, gostaria de expressar nesta singela crítica ao espetáculo
"Conversa com o Homem roupeiro" a minha satisfação e gratidão por ter
assistido a uma bela representação dos atores da Companhia de Teatro de Braga,
um espetáculo que conseguiu sacudir as consciências e alertar o espectador
para uma realidade cada vez mais presente nos nossos dias.
Nem sempre conseguimos entender o mundo dos marginais e as suas razões, ou
porque simplesmente não queremos ou porque estamos numa situação confortável e
esse facto provoca-nos um sentimento de culpa. E se a arte consegue, de facto,
despertar e fomentar no espectador um sentimento de humanidade e
solidariedade para com o próximo, julgo que só por si já está a cumprir o seu
papel na sociedade: para além da componente cultural, uma função social e
pedagógica.
Parabéns, CTB!" (José Barros)
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