21/06/16

Rui Madeira dirige o espectáculo "Don Juan Volta da Guerra" de von Horváth, pelos finalistas do Curso de Teatro da ESMAE



Estreia no final de Junho, dia 29, no Teatro Helena Sá eCosta, no Porto, o espetáculo Don Juan Volta da Guerra de Ödön von Horváth.

Rui Madeira, encenador e diretor da Companhia de Teatro deBraga (CTB) escolheu o texto do escritor húngaro e o trabalhou, desde 15 de Maio, com a turma de finalistas (2015/2016) do Curso de Teatro da Escola Superior de Música, Artes e Espectáculo (ESMAE) do Instituto Politécnico do Porto.

Don Juan Volta da Guerra é o exercício final deste grupo de alunos da ESMAE, maioritariamente composto por mulheres, que estabelecem uma analogia entre este Don Juan e o seu próprio percurso “de três anos de exploração do espaço cénico” na tentativa de se encontrarem enquanto profissionais desta arte.

Para Rui Madeira, a escolha do texto teria de “responder e sustentar o trabalho artístico de um grupo de jovens alunos candidatos às profissões desta artesania” seguindo os três conceitos estruturantes em que, nos últimos anos, se tem focado o seu trabalho enquanto encenador: “Liberdade, Solidão e Cidadania. Na Europa e na qualidade da nossa democracia”.

O Diretor da CTB diz que “para ser a sério” terá de ser muito mais que um exercício final de um grupo de estudantes de teatro: “Será o testemunho de um grupo de jovens artistas sobre o seu Tempo. Um exercício de Memória. Um exercício de Prazer”, reiterou.

O espectáculo estreia no dia 29, às 21h30, e manter-se-á em cena até ao dia 3 de Julho (quarta a sábado às 21h30 e domingo às 18h00), no Teatro Helena Sá e Costa.


design: Paulo Nogueira


FICHA TÉCNICA
Título Don Juan Volta da Guerra
Autor Ödön von Horváth (Edmund Josef)
Tradução José Valentim Lemos
Encenação Rui Madeira
Assistente de Encenação Rita Reis
Interpretação Cláudia Gomes, Cristina Iglésias, Diogo Martins, Dóris Marcos, Gabriela Brás, Gabriela Costa, Guilherme de Sousa, João Lourenço, Mafalda Canhola, Maria Inês Peixoto, Mariana Graça, Mariana Santos Silva, Raquel Cunha, Rita Grangeia, Ruth Boente
Direção de Cena e Produção Gonçalo Gregório
Cenografia Luís Mesquita, Vera Matias
Figurinos Manuel Faria, Mónica Melo, Samanta Duarte
Luz Alexandre Candeias
Som Sérgio Vilela


13/06/16

Oficina de Cenografia e Adereços 2016

Começou a Oficina de Cenografia e Adereços nas instalações da APPCDM de Gualtar.

A oficina, integrada no projecto BragaCult, será orientada por António Jorge (CTB) e é dirigida a utentes da APPCDM, Projecto Homem e CruzVermelha.

A esta oficina associaram-se oito estabelecimentos comerciais centenários do centro de Braga: Mercado de S. João, Frigideiras do Cantinho, Pereira da Violas, Café  A Brasileira, Café Vianna, Correaria Moderna, Sapataria Ideal e Casa das Velas.

O objectivo desta oficina passa pela criação de adereços publicitários em madeira que serão colocados à entrada dos estabelecimentos.

Serão realizadas 10 sessões para a construção dos oito adereços. Posteriormente, também no âmbito do BragaCult, será realizada uma Oficina de Leitura e Interpretação, coordenada pelos actores Sílvia Brito e António Jorge, que consistirá na leitura e interpretação de alguns textos nos estabelecimentos referidos.

A primeira sessão serviu para apresentação dos objectivos desta Oficina de Cenografia e Adereços  e visualização de pequenos vídeos com os depoimentos dos proprietários dos estabelecimentos. Foi ainda lançado o primeiro desafio aos participantes, que passou por fazerem alguns esquissos dos objectos – que estão relacionados com as casas comerciais – e que servirão de base para a construção dos adereços.

Esta oficina terá duas sessões semanais de cerca de duas horas e terminará, previsivelmente, no meio e Julho.




07/06/16

A CTB acolhe o Teatro das Beiras com "Clube dos Pessimistas"

Antes do feriado do Dia de Portugal, a Companhia de Teatro de Braga (CTB) traz a Barcelos e a Braga uma produção do Teatro das Beiras intitulada “Clube dos Pessimistas”.

Em Barcelos, o espetáculo será levado a cena no dia 8, às 21h30, no Teatro Gil Vicente. No dia seguinte, à mesma hora, a companhia sediada na Covilhã sobe ao palco do Pequeno Auditório do Theatro Circo.


É “um clube... parece um lugar próximo, possível...não fora a extravagância do seu conceito, dos seus intuitos, dos seus serviços e a bizarria comummente partilhada pelos seus corpos sociais e pelos seus utilizadores. Poder-se-ia dizer tratar-se de um lugar tão vulgar como qualquer outro, um clube. Mas este é um clube estranho...onde simultaneamente se disponibilizam serviços funerários, botões, linhas, "retrosarias" várias, onde em tom de irónica comédia se receita o pessimismo como forma de olhar para o mundo sustentando a sigla "quanto pior, melhor". "Vendas e consultadoria" prescrevem este ideal como antídoto para todos os males induzindo soluções ainda piores. Simultaneamente as novas tecnologias marcam presença neste lugar soturno carregado de anacronismos e contradições, propondo uma feliz e antagónica coexistência sob o lema "em frente está o abismo. Avancemos!" Personagens estranhos num mundo estranho e simultaneamente tão próximo e real, sustentam uma metafórica dissertação sobre o estado civilizacional do tempo que nos é dado a viver. O nosso tempo.“

A encenação está a cargo de Gil Salgueiro Nave e é interpretado por Cláudia Lázaro, Miguel Telmo e Sónia Botelho.
O texto foi escrito por Abel neves, que por coincidência está neste momento a encenar a próxima produção da CTB, “Ainda o Último dos Judeus e os Outros” (texto igualmente da sua autoria), com estreia marcada para o dia 21 de julho.

O espetáculo tem a duração aproximada de 80 minutos e destina-se a um público maior de 12 anos.
Ficha Técnica:
Encenação Gil Salgueiro Nave
Canções e sonoplastia Hélder F. Gonçalves
Desenho de luz Jay Collin
Interpretação Cláudia Lázaro, Miguel Telmo, Sónia Botelho
Assistente de cenografia e figurinos Joana Forte
Cartaz Luís Mouro
Produção Celina Gonçalves
Fotografia Paulo Nuno Silva
Vídeo Ivo Silva

24/05/16

A CTB convida ucranianos a "embarcar"...

A Companhia de Teatro de Braga leva a sua produção, há mais tempo em cena, à cidade ucraniana de Kherson.

O Auto da Barca do Inferno, 98ª produção da CTB, estreou em 17 de outubro de 2007 e até à data foram realizados 165 espetáculos em várias cidades portuguesas, mas também em Espanha, Brasil, Angola e Ucrânia, num total de aproximadamente 28.500 espetadores.

Auto da Barca do Inferno no Parque de Exposições de Braga
Em 2016, a CTB leva já 13 espetáculos sobre aquele que é talvez o texto mais conhecido de Gil Vicente. Depois de 19 de fevereiro, na Sala Guirigai, em Badajoz; das oito sessões de 8 a 10 de março, na Sala Principal da nossa residência, o Theatro Circo; no dia 17 deste mês, fizemos uma apresentação especial para o público escolar (cerca de 100 alunos) no auditório do Parque de Exposições e Centro de Congressos de Braga.

Teatro Académico Musical e Dramático de Kherson M. Kulish
Ontem, hoje e amanhã, no Teatro Académico Musical e Dramático de Kherson M. Kulish, será a vez de mostrar o texto do fundador da dramaturgia portuguesa a um público que, maioritariamente, não domina a nossa Língua. O espetáculo será, por isso, legendado a partir da tradução de Larisa Semenova.

Folha de Sala em ucraniano (tradução Larisa Semenova)
Apesar da longevidade - justifcada pelo sucesso tanto junto do público escolar, quanto junto do público geral - esta produção não ficará por aqui. A CTB poderá levar a cena, ainda este ano, o Auto a mais palcos nacionais e estrangeiros.




12/05/16

Colóquio 20 Anos de Teatragal

Este evento - integrado nas comemorações do 40º aniversário do Instituto de Letras e Ciências humanas da Universidade do Minho (ILCH) e no 35º aniversário da Companhia de Teatro de Braga (CTB) - "pretende avaliar os desafios, resistências, oportunidades e limitações da atividade teatral, a partir da perspetiva dos vinte anos decorridos desde a primeira iniciativa Teatragal (há 20 anos) que reuniu agentes da cena dramática de ambos os lados do Rio Minho, para discutir, para projetar e para sonhar um teatro que fosse mais robusto, unindo esforços de aqui e de acolá".

O Colóquio 20 Anos de Teatragal, coorganizado pelo ILCH e CTB, será o momento de efetuar um balanço do percurso feito nestas duas décadas pelo Teatro Galego e do Norte de Portugal e simultaneamente discutir o futuro com todos os agentes (passados e presentes).

Porque prezamos a opinião de todos quantos fazem, vêem e ensinam Teatro e reconhecemos a sua relevância na definição dos caminhos que percorremos, será com enorme satisfação que os receberemos