
02/03/18
Oficina de Escrita Teatral dirigida pela autora de "Humidade"
A Companhia de Teatro de Braga
(CTB) organiza, de 24 a 26 de Março, em Braga, uma Oficina de Escrita Teatral, dirigida pela dramaturga e directora de
teatro mexicana, Bárbara Colio.
Esta Oficina surge como uma
actividade complementar à produção do espectáculo Humidade - texto de
Bárbara Colio e encenação de Rui Madeira - e insere-se no âmbito do projecto de
formação de públicos de teatro da CTB, BragaCult,
conta com o apoio do Festival Internacional de Dramaturgia Contemporânea - Dramafest - e da Secretaria de Cultura do México.
Os interessados nesta Oficina – limitada a 12 participantes - terão de
ser maiores de 18 anos com alguma experiência em teatro (actuação, direcção,
dramaturgia), em escrita ou espectadores assíduos e interessados no tema. Após
a confirmação da inscrição, enviaremos os textos de leitura prévia obrigatória,
Humedad
e Cuerdas, da autoria de Colio.
Os objectivos da Oficina de
Escrita Teatral são: onde encontrar histórias; saber o “que” se vai contar;
conhecer e experimentar com os elementos da composição dramática, para decidir
o “como” se vai contar; provocar o pensamento em função do drama.
Os interessados deverão enviar um
email para bragacult@gmail.com, até
dia 9 de Março, com os seguintes dados: nome, idade, telefone, profissão.
Os participantes, serão
convidados para a ante-estreia de Humidade,
dia 26 de Março, às 21h30, no Theatro Circo.
Bárbara Colio é uma dramaturga e directora de teatro
mexicana. Até à data, as suas obras foram lançadas em Espanha, Portugal,
França, Nova York, Inglaterra, Itália, Argentina, Peru, Costa Rica, Brasil, e
em vários locais do México. Possui mais de 15 publicações, entre as quais
"Das famílias e outras catástrofes "(Editorial Paso de Gato). O seu
teatro recebeu vários prémios e reconhecimentos nacional e internacionalmente.
Em 2017, devido à sua carreira e contribuição para o teatro mexicano, foi
galardoada com o prestigiado Prémio Juan Ruiz de Alarcón.

23/02/18
Estreia do novo espectáculo da CTB: HUMIDADE
Março está a chegar e com ele, também a Primavera e os dias maiores de temperaturas amenas. Estamos, porém, em Braga, que é uma cidade conhecida, entre outras coisas, pela muita chuva. O aquecimento global tem-se encarregado de baralhar muito as coisas. Não obstante, no próximo mês, teremos na Cidade dos Arcebispos, com certeza, HUMIDADE.
Estreia no Dia Mundial do Teatro (27 de Março), no Theatro Circo, a 135ª produção da Companhia de Teatro de Braga (CTB), escrita pela dramaturga e directora de teatro mexicana, Bárbara Colio.
HUMIDADE é sobre um casal que, vindo “dos outros lados do mundo, “desencontram-se” num hostel de uma cidade húmida (Braga, Santiago). Cruzamentos de vidas em viagem, presas pela chave da porta. A fobia do encontro no enquadramento da foto, a vontade de representar no Skype e a solidão que a chuva miudinha acentua. Parafraseando Hopper, não existe uma distância demasiado fria. A coisa foi vista. O tempo parou. E os personagens vivem um acontecimento apaixonante, num quadro do desespero da nossa contemporaneidade.”
O espectáculo é encenado por Rui Madeira e conta com a prestação de dois jovens actores que integraram recentemente o elenco permanente da CTB, Mafalda Canhola e João Delgado Lourenço.
A produção tem, também, o apoio do Festival Internacional de Dramaturgia Contemporânea e da Secretaria de Cultura do México.
Pralelamente à produção do espectáculo existem duas actividades complementares: a primeira, é uma Oficina de Escrita Teatral, dirigida por Bábara Colio, e destinada a 10 participantes, portugueses e galegos, no âmbito do projecto de Formação de públicos da CTB, BragaCult, de 23 a 25 de Março.
A segunda, é o acolhimento internacional, numa parceria com o Município de Braga, para o Festival Mimarte, dia 5 de Julho, do espectáculo ARIZONA, pela companhia Teatro de Babel, México, sobre o problema das fronteiras entre os EUA e México, dirigido pelo seu director Ignacio Garcia.
OUTRAS DATAS
Ante-estreia 26 de Março 21h30
Estreia 27 de Março (Dia Mundial do Teatro) 21h30
28 e 29 de Março 21h30
3 e 4 de Abril 21h30
FICHA ARTÍSTICA
autor Bárbara Colio
tradução Ivonete da Silva Isidoro
encenação Rui Madeira
cenografia Acácio Carvalho
figurinos Manuela Bronze
iluminação Nilton Teixeira
som Pedro Pinto
vídeo Frederico Bustorff Madeira (Maria Augusta Produções)
elenco João Delgado Lourenço, Mafalda Canhola
Estreia no Dia Mundial do Teatro (27 de Março), no Theatro Circo, a 135ª produção da Companhia de Teatro de Braga (CTB), escrita pela dramaturga e directora de teatro mexicana, Bárbara Colio.
HUMIDADE é sobre um casal que, vindo “dos outros lados do mundo, “desencontram-se” num hostel de uma cidade húmida (Braga, Santiago). Cruzamentos de vidas em viagem, presas pela chave da porta. A fobia do encontro no enquadramento da foto, a vontade de representar no Skype e a solidão que a chuva miudinha acentua. Parafraseando Hopper, não existe uma distância demasiado fria. A coisa foi vista. O tempo parou. E os personagens vivem um acontecimento apaixonante, num quadro do desespero da nossa contemporaneidade.”
O espectáculo é encenado por Rui Madeira e conta com a prestação de dois jovens actores que integraram recentemente o elenco permanente da CTB, Mafalda Canhola e João Delgado Lourenço.
![]() |
| Room In New York (Edward Hopper) |
Pralelamente à produção do espectáculo existem duas actividades complementares: a primeira, é uma Oficina de Escrita Teatral, dirigida por Bábara Colio, e destinada a 10 participantes, portugueses e galegos, no âmbito do projecto de Formação de públicos da CTB, BragaCult, de 23 a 25 de Março.
A segunda, é o acolhimento internacional, numa parceria com o Município de Braga, para o Festival Mimarte, dia 5 de Julho, do espectáculo ARIZONA, pela companhia Teatro de Babel, México, sobre o problema das fronteiras entre os EUA e México, dirigido pelo seu director Ignacio Garcia.
OUTRAS DATAS
Ante-estreia 26 de Março 21h30
Estreia 27 de Março (Dia Mundial do Teatro) 21h30
28 e 29 de Março 21h30
3 e 4 de Abril 21h30
FICHA ARTÍSTICA
autor Bárbara Colio
tradução Ivonete da Silva Isidoro
encenação Rui Madeira
cenografia Acácio Carvalho
figurinos Manuela Bronze
iluminação Nilton Teixeira
som Pedro Pinto
vídeo Frederico Bustorff Madeira (Maria Augusta Produções)
elenco João Delgado Lourenço, Mafalda Canhola
20/02/18
"Amor de Perdição" em Vila Verde
No próximo dia
26, a Companhia de Teatro de Braga (CTB) apresentará para o público escolar de
Vila Verde o espectáculo “Amor de Perdição”, a partir do texto de Camilo Castelo
Branco.
O espectáculo,
com encenação de Sílvia Brito, terá duas sessões (14h30 e 17h00) no auditório
da Academia de Música de Vila Verde.
Amor de Perdição
estreou no dia 18 de Outubro de 2017, no Teatro da Escola Secundária Sá de
Miranda, em Braga.
| Fotografia de cena da estreia de "Amor de Perdição" |
Depois de, em 2016, ter estreado a tragicomédia "Justiça", a CTB regressa a Camilo Castelo Branco. Segundo Sílvia Brito, trata-se de um “espectáculo-aula, destinado ao circuito escolar, um dos vectores de criação da CTB, este espectáculo expõe mecanismos da prática teatral (leitura, análise literária e dramatúrgica, construção da personagem e criação da cena) que contribuem para estimular o gosto pela leitura, veiculando os parâmetros e metas para a “Educação Literária” do programa de Português.”
A 133ª Produção
da CTB é um espectáculo para maiores de 12 anos e tem a duração aproximada de
80 minutos, sem intervalo.
FICHA ARTÍSTICA:
autor: Camilo
Castelo Branco
encenação e
fixação de texto: Sílvia Brito
cenografia: António
Jorge
figurinos: Manuela
Bronze
caderno
pedagógico: Ana Cristina Oliveira, Céu Costa, José Barros, Paulo César
elenco: André
Laires, António Jorge, Carlos Feio, Eduarda Filipa, Rogério Boane, Solange Sá03/01/18
GUIDA MARIA
Foi com enorme pesar e estupefacção que recebemos a notícia deste último acto da vida de uma grande actriz, Guida Maria, com quem nós, CTB, tivemos o prazer de trabalhar em diversas ocasiões.
Uma perda para familiares e amigos, com quem nós nos solidarizamos neste momento. Mas é, também, uma perda de todos, porque como Clarice Lispector nos disse: “Meu mundo é feito de pessoas que são as minhas – e eu não posso perdê-las sem me perder.”
Dos trabalhos que a Guida Maria fez com a CTB destacamos Antes da Reforma (1999), de Thomas Bernard, e Algumas Polaroids Explícitas (2003), de Mark Ravenhill.
No próximo dia 9 de Janeiro, antes da estreia de Imprudência, no Theatro Circo, faremos uma pequena homenagem a esta grande actriz.
21/12/17
A quadratura do círculo e a importância da Performart
Passada que está esta difícil
fase do processo de Candidatura aos apoios “ditos” sustentados e, embora
consideremos este processo longe do fim (e bem capaz de provocar ainda
múltiplas surpresas), o tempo exige-nos que, no mesmo passo que nos preparamos
para aquelas, devamos iniciar uma reflexão, mais aprofundada possível, sobre o
futuro. A Ana Cristina sugeriu-me que alinhavasse um texto a partir da minha
intervenção na última assembleia. Confesso que a responsabilidade me tolheu,
dada a enorme complexidade em que, a meu ver, estamos enredados. Assim,
partindo da minha análise pessoal sobre “este tempo” proponho-me elencar alguns
pontos que considero basilares, para a reflexão partilhada sobre uma política
de apoio à criação artística ao “chamado 3º sector”.
Tenho consciência que a
Performart é uma associação de estruturas muito diversificadas quanto a
projectos, meios e fins; modelos de gestão e de financiamento, recursos
humanos, etc. Essa diversidade e riqueza pode/deve ser entendida como a sua
primeira grande qualidade, residindo aí o caracter perfeitamente inovador da
mesma, no nosso panorama. Significa que o que conseguirmos assumir e
consensualizar, enquanto associação, estará em melhor condição de ser afirmada
e defendida.
Passo então aos pontos, valendo-me do tema da reunião:
análise do Grupo de Trabalho, sobre o "Novo Modelo de Apoio às Artes"
para, uma vez terminada a fase de candidaturas, fazer a avaliação dos
Avisos de Abertura para os Programas de Apoio Sustentado às
Artes (nomeadamente no que se refere aos montantes disponíveis para o
setor e às condições de acesso aos patamares de apoio) e do formulário de
candidatura.
A montante temos que:
1.O Estado não assume a sua
função de regulador (ensino artístico; estatuto profissional, definição de
serviço público) nem produz um quadro de políticas sectoriais, que a partir do
território, definam uma perspectiva estruturante para uma política de Cultura (e
de Criação) para o país.
2. O Estado fala do terceiro
sector como sendo aquele com quem contrata “serviço público”, a
estruturas/empresas que, pela sua posição no terreno, estão mais próximas do
cidadão. Mas isso acontece, porque o Estado se demitiu de assumir e aumentar o
setor público na área da criação artística. E mesmo que o assumisse teria
sempre de “contratualizar”.
3. Essa falha, associada a
outras, como o subfinanciamento, em razão de uma objectiva e sistemática
negação em reconhecer o custo da coisa “artes de palco”, está na origem da situação
de precariedade endémica do sector.
4. O Estado não resolveu e,
talvez não esteja interessado em resolver, o verdadeiro nó górdio da actividade
de programação cultural no país: O Estado financiou equipamentos plasmados no
todo nacional. O Estado comparticipa no financiamento à criação artística, no
todo nacional. Mas não regula e não cria condições para a circulação dessa
criação naqueles equipamentos. Como resolver isto? Com que modelo de
intervenção? Devemos pensar nisto sem
preconceito. Trata-se de preservar a cultura nacional. Os resultados do INE
sobre a “importação cultural” e os custos associados, são claros. E deviam
fazer corar os nossos responsáveis quando falam de internacionalização da
cultura portuguesa, como um objectivo a que temos de dizer SIM.
5. A manutenção reiterada de um
discurso político, perverso, em que se confundem os objectivos a atingir com
desejos de os alcançar. Se baralham conceitos e montantes, afirmação de
processos de auscultação muito democráticos e resultados sustentados em
subjectividade, conduzem inexoravelmente à situação que vivemos hoje.
Pelas minhas contas, tendo
presente e comparando o ano anterior, não há mais dinheiro neste concurso para
o teatro. Em 2017, tivemos cerca de 11.350.000€ para 88 projectos. E agora
teremos cerca de 12 milhões, não sabemos para quantos projectos. Se tivermos em
conta mais Açores. Madeira, Artes de Rua, Circo… (que aliás devem ser
apoiados). Se entendermos o que quer dizer a cativação (730.000€), no primeiro
ano, de que se fala no Aviso de Abertura do Concurso…
6. Urge analisar bem o discurso
político que sustentou esta situação concursal, os objectivos definidos no
projecto lei, no decreto e no Aviso de Abertura e, compará-los com a realidade
dos montantes efectivos, com o que nos foi exigido em sede de preenchimento de
formulário e a realidade das estruturas.
E, digamos, a jusante temos
então:
1. Um formulário que se nos apresenta na crueza do seu preenchimento, como exemplo
despudorado do que já sabíamos: Os responsáveis políticos pela área da Cultura
querem verdadeiramente acabar com as estruturas que dizem querer apoiar,
criando condições para um melhor desempenho junto dos públicos e, uma melhor
performance artística e de gestão. O formulário trata as estruturas como projectos
pontuais. E esta questão é estruturante. O Estado vê o sector com os olhos do
Programador. Vê e analisa cada actividade, como um caso, um projecto. Para eles,
um projecto a 4 anos é apenas um conjunto numérico de actividades pontuais. Nada
existe no formulário que assuma um projecto global, estratégico, estruturado e
pensado, num tempo, (antes e depois do concurso), chegando mesmo à aberração de
exigir a cada actividade um plano de comunicação e marketing específico, não
criando espaço para a explanação de um plano global e estratégico. A DGArtes
não possui Centro de Documentação, nem as pessoas que compõem o Júri, são
obrigadas (mas deviam) a conhecer as estruturas. Ora, se não existe no
formulário nada para lá da exigência de “redacções argumentativas”…
2. O formulário trata as
estruturas como projectos pontuais quando não permite que uma qualquer
estrutura possa ter nos seus recursos humanos mais pessoas do que eles intuíram.
Constata-se (no caso da CTB) ao preencher o formulário que, para sermos exactamente
sérios e objectivos, teríamos de despedir 8 pessoas com contrato e na segurança
social. De outro modo não estaríamos em condições de admissibilidade, já que
não cumpríamos os tais 50% do montante solicitado para custos de estrutura.
Quer isto dizer, que a DGArTes, não entendeu que uma companhia pode ter outros
financiamentos, e que uma coisa é o montante solicitado ao Ministério, para
contratualizar e outra coisa é o orçamento da estrutura.
3. Esta questão é importante, já
que o Estado pensa que resolve o combate à precariedade com 3 pessoas. E não
exige mais, porque sabe quanto custa a criação artística e não a quer
financiar, quer isso sim, subfinanciar. O Estado não está a contratualizar
serviço público. O Estado está a esmifrar os artistas e as estruturas e a
obriga-los a cumprir desígnios que o Estado não está disposto a garantir
directamente, porque sabe que lhe custa mais caro.
Por fim, proponho que levemos a
cabo, internamente um estudo rápido sobre a Performart, isto é, sobre o seu
universo: quantos somos? quem somos, que vínculo temos com cada estrutura, anos
de profissão?, sei lá…. esse conhecimento, parece-me, ajudará muito a uma
reflexão aprofundada.
Ver também:
Rui Madeira
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