02/11/12

 

Oficina de Commedia dell’Arte

A Commedia dell’Arte é um género espectacular de Teatro que surge em Itália no século XVI e que percorre toda a Europa até o século XVIII. É fundamentalmente a arte do actor e sua relação com a construção de cena. Tem como principais características: o improviso, o uso da meia máscara, e o profissionalismo o que possibilita ao actor a experimentação de uma linguagem codificada para a construção do jogo teatral, orientando os princípios básicos da criação cénica.

A máscara é utilizada desde os tempos mais remotos como forma de expressão e de comunicação em diversas culturas por todo o mundo. No teatro ela possibilita a vivência de uma linguagem não realista por parte do intérprete, centrada na construção do arquétipo e no jogo lúdico entre actores e público. O treino com a máscara estimula a imaginação criativa do actor ou do não-actor, aliando a isso, economia gestual e teatralidade. Ao esconder o rosto, a máscara revela toda a expressividade corporal. Quando veste a máscara, o actor pode, de facto, substituir a sua identidade pessoal por outras.

A oficina orientará a criação de personagens a partir do improviso com as máscaras das personagens típicas da Commedia Dell’Arte (Arlecchino, Pulcinella, Columbina, Brighella, Pantalone, Capitano, Dottore, Innamorati), e levará a uma apresentação de pequenas cenas no final, visando a formação técnica, disponibilidade, prontidão, espontaneidade, desinibição, expressividade, trabalho em grupo, espírito de liderança, poder de iniciativa, capacidade de improvisar, expressividade e comunicação.
 
 
Conteúdos Programáticos da Oficina:
• Noções básicas de: História da Commedia Dell’Arte, Mímica e Interpretação Teatral.
• Aquecimento e preparação para o estado de trabalho.
• Exercícios técnicos de escuta, observação e atenção.
• Estudo e confecção de cada máscara da Commedia Del’ Arte
• Construção física e vocal de tipo fixo (Máscara) .
• Relação entre as máscaras.
• Estudo e criação do canovaccio (roteiro)
• Improvisos.
 
Material para confecção das máscaras (por pessoa):
[NOTA: Este material está incluído no preço da oficina]
 
• Vaselina em pasta (suficiente para untar o rosto e o molde).
• 1 rolo de 10cm largura de atadura gessada
• 1 kg de gesso de estuque
• 1/2 kg de argila para modelagem
• Cola Branca
• Papel pardo
• Tintas e pincel
• Fita de cetim preta
 


EDUARDO CHAGAS - BIOGRAFIA
Actor, director, aderecista e dramaturgo, Eduardo Chagas faz Teatro profissional desde 1979.
 
Como Actor, integrou a Cia. Teatro X de 2001 a 2005, período em que realizou os seguintes trabalhos sob direcção de Paulo Fabiano:
- “Cidadão de Papel”, de Celso Cruz (2001);
- “Prometeu Enjaulado”, de Celso Cruz (2001);
- “Espólio”, de Gerson Estevez (2002);
- “Esquina”, de Mario Viana (2003)

[Mostra de teatro Tema Urbano];
- “Bando de Maria”, de Celso Cruz, (2004);
- “Caminhador”, de Gerson Estevez (2004);
- “Fuck you, baby”, de Mario Bortolloto (2005).

Com a Companhia Os Satyros actuou em:
“Saló Salomé” em 1992, este com temporada na Europa no mesmo ano;
“120 dias de Sodoma”, “Justine” e “Filosofia na Alcova” todas com texto e direcção de Rodolfo Vasquez entre 2006 e 2012.
 
São de destacar ainda as suas atuações em:
“A Bela e a Fera”, criação colectiva com direcção de Djalma Frattini em 1991;
“A Bela Adormecida” e “O Quebra nozes” de Tchaikovski (espectáculo de ballet clássico pela C.ia Paula Castro) com direcção de Paulo Fabiano em 1992;
“Paradise”, de Sirio Belmeni, com direcção de Paulo Fabiano em 1993;
“O Casamento do Pequeno Burguês”, de Bertold Brecht, com direcção de Zédu Neves em 1995;
“As Bodas de Fígaro”, de W. Amadeus Mozart, com direcção de Zédu Neves em 1996;
“Todo Mundo Nú”, de Ricardo Bandeira, com direcção de Alberto Gaus em 1997;
“Brasil outros 500!” de Sofredini, com direcção de Creuza Borges em 1999-2000 e temporada na Europa no mesmo ano;
“O Auto Da Barca Do Inferno” de Gil Vicente, com direcção de Creuza Borges em 2000;
“Uma Pilha de Pratos na Cozinha”, com texto e direcção de Mario Bortolloto entre 2007 e 2009;
”Inês de Castro até ao fim do mundo”, com texto de Neviton de Freitas e direcção de Creusa Borges em 2010;
”Sexo Oral”, com texto de Celso Cruz e com direcção de Celso Cruz em 2005 e de Eduardo Chagas na reposição de 2008;
“Oresteia”, com texto de Ésquilo e direção de Rui Madeira, espectáculo montado em Braga, Portugal em 2012.
 
Como Director, foi responsável, entre outros, pelos espectáculos:
“A bruxinha que era boa”, de Maria Clara Machado em 1985;
“O Pássaro” espectáculo de Pantomima em 1985,;
“Graveto e a árvore de cristal” e “Arthur e a espada encantada”, ambos em 1990, e dos quais também assina a dramaturgia.
“Guilhotina” de Gil Gobbato em 2011
“Satyricon”, como preparado de actor em 2012 (em processo)
 
 Como Dramaturgo assina também os espectáculos de rua:
“Crónica da Paixão” em 2007;
“Mulheres da praça” em 2009
“Calígula” em 2004.
 
No Cinema actuou em curtas e longas metragens.
Curtas-metragens:
“Nocturno” (2005)
“Um pra um” (2006)
“O cobrador” (2007)
“Ulisses”(2011) de Lohayne de Oliveira [Prémio de melhor actor do festival Curta Santos]
“História de concreto” (2010)
“Ninjas” de Denison Ramalho (2010)
“Isso não é o fim...”(2011) de João Gabriel [Prémio de melhor actor]
 
Longas-metragens:
“Encarnação do Demónio” (2007), de José Mojica Morim, com produção da Gullane Filmes
“Querô” (2007), com direcção de Carlos Cortês e também com produção da Gullane Filmes
“O Menino da Porteira” de Jeremias Moreira com produção da Jere Filmes
“Os Inquilinos” de Sergio Bianchi (2009
“É proibido Fumar” de Ana Mulaert
“Reflexões de um liquidificador” de Andre Klotzel


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