23/11/17

Projecção da reportagem "Operación Dulcinea" na Shairart no âmbito do projecto BragaCult

No dia 27 de Novembro, às 21h30, na galeria Shairart a Companhia de Teatro de Braga – através do seu projecto de formação de públicos de teatro BragaCult – fará a apresentação da reportagem, “Operacion Dulcinea”.

Luís Menéndez
José Manuel Mendes
A reportagem foi realizada para a TV Galiza, em 1995, e conta a história do sequestro do paquete Santa Maria, em Janeiro de 1961, através do relato de alguns dos envolvidos e de algumas imagens inéditas do assalto.

A par da projecção da reportagem, o evento contará com a presença do autor, Luís Menéndez, e com José Manuel Mendes (professor da Universidade do Minho) que nos dará uma perspectiva portuguesa sobre os acontecimentos do início da década de 1960.


Este evento insere-se e complementa a apresentação pública da Oficina de Leituras Encenadas do livro “Mar Revolto”, de Roberto Vidal Bolaño, que constrói a peça centrada no olhar dos mais humildes, os passageiros dum camarote de terceira classe do navio Santa Maria.

A oficina dirigida pelo dramaturgo e encenador Manuel Guede Oliva teve a participação de cerca de 30 participantes. Nos dias 28, 29 e 30 de Novembro haverá apresentações públicas, de entrada livre, na Antiga Estação de Braga, às 19h. 

Navio rebaptizado de Santa Liberdade pelo comando do DRIL

22/11/17

Projecto BragaCult apresenta Leitura Encenada de "Mar Revolto" de Vidal Bolaño

Está a decorrer a Oficina de Leituras Encenadas sob a direcção do autor, tradutor e director de teatro Manuel Guede Oliva, realizada no âmbito do projecto de formação de públicos de teatro da Companhia de Teatro de Braga, BragaCult, que teve a participação de cerca de 30 pessoas.

Manuel Guede Oliva
Deste trabalho resultarão três apresentações públicas, na Antiga Estação Ferroviária de Braga, nos dias 28, 29 e 30, às 19h00. As sessões tem entrada livre.

Esta oficina desenvolve-se a partir do texto de Roberto Vidal Bolaño, Mar Revolto. O texto do dramaturgo galego inspira-se no sequestro do transatlântico “Santa Maria“ em Janeiro de 1961.

Roberto Vidal Bolaño, autor de "Mar Revolto"
No “Santa Maria“ cruzaram-se, durante a travessia, um punhado de homens libertários. Bastaram uma dúzia de portugueses e outros tantos espanhóis, a maioria galegos – todos membros do Diretório Revolucionário Ibérico de Libertação (DRIL) – para sequestrar um barco que viajava da Venezuela para Lisboa e Vigo com quase um milhar de pessoas a bordo.

Os revolucionários exigiam a amnistia dos presos políticos, o fim das ditaduras de Franco e de Salazar e pôr em marcha uma Confederação de Povos Ibéricos. Mantiveram o sequestro do navio, com 650 passageiros, durante 12 dias e rebaptizaram-no de “Santa Liberdade“.

O “Santa Maria“ era uma das jóias da navegação civil portuguesa.
A partir deste acontecimento histórico Roberto Vidal Bolaño constrói uma peça centrada na perspectiva dos mais humildes, os passageiros dum camarote de terceira classe.

No dia 27 de Novembro, será visionado, na Shairart (Galeria Novos Emergentes da DST), o documentário “Operacion Dulcinea” realizado para a TV Galiza por Luis Menendez. A sessão realiza-se às 21h30 e contará com a presença de algumas personalidades que darão a perspectiva portuguesa do sequestro do transatlântico.


16/11/17

A CTB apresenta "As Criadas" no Festival de Teatro de Viana do Castelo

Amanhã, dia 17, a Companhia de Teatro de Braga (CTB) apresenta AS CRIADAS, de Jean Genet, no Teatro Municipal Sá de Miranda, em Viana do Castelo.

Exactamente um ano após a primeira apresentação pública – antestreia a 17 de Novembro de 2016 – no Theatro Circo, o espectáculo encenado por Rui Madeira (numa co-produção com a Seiva Trupe, do Porto) vai a cena, na sala vianense, no âmbito do 1º Festival de Teatro de Viana do Castelo, organizado pela companhia de Teatro do Noroeste e que decorre até 18 deste mês.

AS CRIADAS de Genet encerraram o ciclo Liberdade e Solidão, a que nos obrigamos desde 2013, no ano exacto em que perfez 30 anos da morte do dramaturgo francês. Jean Genet que abordado sobre o problema do tempo, respondeu como Santo Agostinho: “Espero a Morte”.

A 130ª produção da CTB fez até ao momento, 20 representações em 11 cidades portuguesas e espanholas (Braga, Barcelos, Porto, Évora, Badajoz, Cáceres, Almada, Faro, Sevilha, Saragoça e Covilhã).

SOBRE O AUTOR
“Genet é a obscenidade que segue a par com a nobreza, o execrável e o sublime. Nascido de pai incógnito e logo abandonado pela mãe num asilo da Assistência Pública, será nele – órfão com vida apenas vivida em cenários de casas de correcção, prisões e espeluncas – que o séc. XX encontrará um místico entre os que tem de maior estatura. Um anjo que transporta a ferocidade em pleno rosto. O seu sonho permanente era “reabilitar” a miséria humana, onde ele próprio, Genet, se encontrava.” (Yukio Mishima)

Clara Lemercier (Sílvia Brito) e Solange Lemercier (Solange Sá), as irmãs homicidas de As Criadas

SOBRE O ESPECTÁCULO
Genetialidade
Como numa matrioska o texto dentro do texto dentro do testo, como numa história que se repete sem fim como duas irmãs devotas e humildes como numa cebola que se descasca como numa vida que se vive como o prazer de um serial killer como duas criadas que vestem gestos da patroa como que adrenalina que se experimenta como duas irmãs que treinam o ódio para atingir o indizível como numa aliança de sangue como num terço que se reza sem fim como que em voz baixa como duas irmãs curvadas como o cuspo que nos sai da boca como o escarro que se engole e nos aperta a goela como se vive a Liberdade como o suor duma penetração anal como um ranger de dentes num silêncio de gelo como um pedaço de carne que sai quente do forno e como entra à força na boca do corpo como se maquilha a Solidão como dois corpos se combatem como duas bocas se abrem como duas bocas se fecham como o tempo do silêncio como quando nada se escuta como a palavra: AMOR!
Rui Madeira
Ficha artística
autor Jean Genet | tradução Eduardo Tolentino de Araújo e Rui Madeira | dramaturgia e encenação Rui Madeira| cenografia Acácio de Carvalho | figurinos Manuela Bronze | desenho de luz Nilton Teixeira | design gráfico Carlos Sampaio | fotografia Paulo Nogueira | assistente de encenação Eduarda Filipa|interpretação Sílvia Brito, Solange Sá e Mariana Reis

co-produção Companhia de Teatro de Braga / Seiva Trupe – Teatro vivo



17/10/17

Zimbabué apresenta Braga

A multifacetada artista zimbabueana, Wizzy Mangoma, está em Braga a realizar uma Residência Artística no âmbito do centro de produção de áudio e vídeo da Companhia de Teatro de Braga, MARIA AUGUSTA PRODUÇÕES.


Este projecto – Zimbabué apresenta Braga - é um episódio piloto da série Zimbabueanos pelo mundo, será bilingue (inglês e português) e terá a duração aproximada de 30 minutos.

A residência terá a duração de dois meses e contará com a colaboração de Frederico Bustorff Madeira. O ponto de partida deste trabalho é a viagem de Wizzy do Zimbabué para Portugal – mais concretamente para Braga – e será uma reflexão sobre a sua integração no quotidiano dos bracarenses e da própria cidade.

Zimbabué apresenta Braga pretende também mostrar os diferentes aspectos da cidade através de um olhar africano. No processo de trabalho serão incluídos alguns participantes da comunidade de forma a proporcionar uma troca de experiencias e transmissão de saberes.


WIZZY MANGOMA 
Realizadora de cinema, Produtora, Guionista, Autora publicada, Actriz, Graphic Designer, Designer - acessórios, sandálias e linha de fitness, Apresentadora de Talk Show, Revisora Editora-Fundadora e Mentora.

Wizzy fazia parte de um conjunto de teatro chamado 'The African Ballet Of Dinamarca”, em Copenhague. Teve também um papel numa série de TV dinamarquesa 'Strisser paa Samsoe'. Viajou pela Europa com a sua própria produção participando de festivais. Wizzy é uma autora com três livros publicados: “Moment Treasures”, um livro de poesia; "Como eles encontram um caminho" - Um Jornal Criativo; e “Manjanja The Shining Red Fruit” um livro para crianças.

Produziu um filme 'When The Voice Sings' e documentários que foram exibidos no festival internacional do cinema no Zimbábue.

Wizzy tem uma marca chamada Wizzy's Lounge e trabalha em conjunto com uma equipa de media Heart of Africa Studios. Fizeram vários projectos de filmagem incluindo o projecto de documentário de arte para o Zimbabwe National Gallery.

Ela tem um talk-show, Wizzy's Lounge TITAURE, onde ela tem diferentes Artistas zimbabueanos como convidados no programa. Ela também tem uma revista online (www.wizzyslounge.com) com enfoque no estilo de vida, artes e cultura.

Wizzy tem sido júri num dos pioneiros programas de talentos na televisão do Zimbabué, Starbrite 2016. Ela orienta diferentes jovens artistas para ajudá-los a crescer na sua área de performance.
Wizzy Mangoma é vibrante e apaixonada por tudo que lhe foi apresentado. Ela está ligada às organizações de caridade e sente que não importa o que você passar, você ainda pode devolver e ser aquela vela de ESPERANÇA (HOPE).

27/09/17

História do Cerco de Lisboa no Theatro Circo

É já esta sexta-feira, dia 29, que a História do Cerco de Lisboa é apresentada em Braga, na Sala Principal do Theatro Circo. O espectáculo estará em cena até dia 4 de Outubro, num total de 5 representações.

A partir da obra homónima (sem diálogos) do escritor português, Prémio Nobel da Literatura em 1998, José Gabriel Antuñano (crítico de teatro e dramaturgo espanhol) criou a dramaturgia que diz ter “sido um osso duro de roer” mas que após, aproximadamente, meio ano de estudo ficou com uma ideia muito clara de como desenvolver dramaticamente os três planos em que se desenrola o texto acabando por escrever esta adaptação muito rapidamente. “Foi um exercício de reescrita que concentra o espírito do romance e que, sempre cenicamente falando, respeita o texto de Saramago, que contém passagens de grande força dramática”, concluiu.

Esta é uma co-produção entre quatro companhias de teatro portuguesas – Companhia de Teatro de Braga, Companhia de Teatro de Almada, Teatro dos Aloés e A Companhia de Teatro do Algarve – que para o encenador Ignacio García (também espanhol) é, justamente, um dos grandes actractivos deste espectáculo uma vez que estas “provém de territórios, estilos e estéticas teatrais muito diferentes” e que decidiram juntar-se para construir este espectáculo que é “um caso excepcional no panorama teatral luso”. Destaca ainda o facto de serem todos grandes actores de enorme experiência que “graças à diferença e tensões entre estilos assentam como uma luva numa história tão poliédrica”, e em que todo o elenco tem mostrado um compromisso absoluto com este projecto. “Esta equipa luso-espanhola, revela o espírito integrador de Saramago e o seu sonho de uma unidade ibérica entre espanhóis e portugueses”, resume.

Esta história parte de um acto de rebeldia criativa do revisor Raimundo, ao escrever um “não” nas provas de um livro onde se afirmava que em 1147 os cruzados tinham ajudado os portugueses na conquista de Lisboa aos mouros. Deste “não” surgirá também uma história de amor, entre o revisor e a directora literária Maria Sara – plasmada, de certo modo, nas personagens do soldado Mogueime e da barregã Ouroana. A adaptação de José Gabriel Antuñano vai ao encontro (e vai além) do tema central do romance de Saramago: a fronteira entre a realidade e a ficção, bem como a redenção pelo amor.

História do Cerco de Lisboa estreou a 5 de Julho no 34º Festival de Almada. O espectáculo fará cerca de 40 apresentações nas cidades de Almada, Amadora, Braga e Faro.

Um espectáculo a não perder, no Theatro Circo: 29 e 30 de Setembro, às 21h30; 1 de Outubro, às 16h00; 3 e 4 de Outubro; às 21h30.



FICHA ARTÍSTICA
encenação Ignácio Garcia
dramaturgia José Gabriel Antuñano
cenografia José Manuel Castanheira
figurinos Ana Paula Rocha
iluminação Guilherme Frazão
som Miguel Laureano
elenco Ana Bustorff, Elsa Valentim, João Farraia, Jorge Silva, José Peixoto, Luis Vicente, Pedro Walter, Rui Madeira, Tânia Silva
fotografia Rui Carlos Mateus

Co-produção: ACTA - A Companhia de Teatro do Algarve, Companhia de Teatro de Almada, Companhia de Teatro de Braga, Teatro dos Aloés.

Apoio: Fundação José Saramago