19/03/12

 
46. Mas o papel verdadeiramente principal na arte do futuro cabe ao DINHEIRO e a todas as consequências associadas a essa coisa. A chantagem existencial que esse metal frio exerce sobre o ser humano de sangue quente arrasta a arte para o mercado, mais precisamente, para a sarjeta. E, ao tornar-se produto, a arte perde a sua independência, se bem que, pela sua própria natureza, ela não possa ser nem escrava nem mentira, pois a arte é o desnudamento da verdade através da liberdade.
A Arte do Futuro/Último Acto - Alexej Schipenko, Anna Langhoff

13/03/12


20 a 23 | 27 a 30 de Março – 21h30
Pequeno Auditório do Theatro Circo de Braga

A CTB - Companhia de Teatro de Braga vai repor o espectáculo “Último Acto” de Anna Langhoff, Alexej Schipenko e Rui Madeira, no Theatro Circo, de 20 a 23 e de 27 a 30 de Março, às 21h30. Com este trabalho a CTB mantém e aprofunda a “discussão” por dentro do Teatro, da estrutura teatral, nas suas relações internas de poder e na sua constante busca de outras imagéticas. Nesta peça o espaço de representação é invertido, o público assume o papel de actor e o palco, enquanto os actores ocupam a plateia. Este é um espectáculo de “não teatro” que explora a noção de tempo teatral e procura o “confronto” com os espectadores numa perspectiva de o “desinstalar” da sua comodidade.


Sinopse:
“Último Acto”, de Anna Langhoff, foi representado pela primeira vez no Teatro Gorki, dirigido pela autora. Trata-se de uma peça que decorre durante um ensaio, próximo da estreia, a partir do momento em que o encenador é “visitado” pelo escritor/dramaturgo. Este deseja que aquele escolha dirigir um texto seu. Um retrato cruel e cómico sobre as relações de poder no teatro, um olhar descarnado sobre as práticas e a cultura teatrais e o entendimento ou desconhecimento que delas fazemos.
“Último Acto” é completado por “A Arte do Futuro”, de Alexej Schipenko, um texto onde também se fala de arte, de deus, da morte, do mundo, dos nossos desejos e medos.

Um espectáculo de Anna Langhoff, Alexej Schipenko e Rui Madeira | Assistentes Carlos Feio e André Laires | Com Carlos Feio, Solange Sá, Rogério Boane, André Laires, Frederico Bustorff Madeira e Vicente Magalhães | Tradução Helena Guimarães e Regina Guimarães | Desenho de luz Fred Rompante | Ambiente sonoro Luís Lopes | Criação vídeo Frederico Bustorff Madeira | Criação gráfica Carlos Sampaio | Fotografia Paulo Nogueira

Bilhetes: 10€ | 5€ (estudantes, reformados e protocolos) | 4€ (grupos - mínimo 10 pessoas)
M/16

09/03/12

110ª Produção: "Falar Verdade a Mentir"


Como já divulgado, a CTB está a preparar uma nova produção. "Falar Verdade a Mentir", de Almeida Garrett, com encenação e dramaturgia de Rui Madeira, estreia em Abril e estará em cena no Pequeno Auditório do Theatro Circo. O espectáculo dirigido sobretudo para a comunidade escolar terá também sessões abertas ao público em geral. As datas já disponíveis para reservas são as seguintes:

Dias: 10, 11 e 12 de Abril: 11h* + 15h* + 21h30
Dia: 13 de Abril: 11h* + 15h*

* sessões escolares, mediante marcação.

As consultas de datas e reservas deverão ser efectuadas através do número de telefone 253 217 167.

Bilhetes: 10€ | 5€ (estudantes, reformados e protocolos) | 4€ (grupos - mínimo 10 pessoas) | M/12

07/03/12



5. A arte não está a morrer, nem está em crise. Apenas se transforma. „Muda de forma“, literalmente. Esta transformação, uma „mudança para melhor“, não pressupõe a existência de quaisquer categorias classificativas e consuma-se sem avaliação prévia.
A Arte do Futuro/Último Acto - Alexej Schipenko, Anna Langhoff

06/03/12

Companhia de Teatro de Braga prepara “Falar Verdade a Mentir”



A Companhia de Teatro de Braga procura, uma vez mais, corresponder aos interesses da Comunidade Escolar e vai produzir um dos textos sugeridos pelo Programa de Língua Portuguesa para o 8.º Ano de escolaridade: “Falar Verdade a Mentir” de Almeida Garrett.

A 110.ª produção tem estreia marcada para Abril e, apesar de concebida a pensar em alunos e professores, terá também sessões abertas a toda a comunidade. Escrita em 1845, a acção desta comédia desenrola-se em Lisboa, no século XIX, e ridiculariza a sociedade burguesa da altura.

João Baptista da Silva Leitão de Almeida Garrett (Porto, 1799 - Lisboa, 1854), um dos grandes vultos da literatura nacional do período romântico, é provavelmente o escritor português mais completo de todo o século XIX, deixou-nos obras-primas na poesia, no teatro e na prosa, e inovou a escrita e a composição de cada um destes géneros literários.